quinta-feira, 12 de novembro de 2015

Mapas, cartas e planos...

Dentre os itens encontrados na sala de Garret, destacam-se:

- Dawnguard, guardião da alvorada. A espada de Sir Roland, herança de sua família, que foi posteriormente encantada pelo Cinzel de Uru de Bifrost, de modo a simular os poderes da Chama do Norte.


- Cartas trocadas entre Garret e um destinatário desconhecido.

,,,Zefiros já não mais incomoda...Barba de fogo agora reina no sul do grande lago  eliminando os outros. As costas são frageis e logo ele terá poder pra subir a cidade dos  normandos. O poder do culto o domina agora, ele logo será mais um seguidor de Zynrix. Nosso acordo continua e ele sempre mantem as docas de Nulb cheias com presentes. O gnoll  branco foi o ultimo, esperamos mais nos próximos dias...
...os aruks de Nulb  conhecem o pantano, mas não desconfiam de nossas operações nas  ruínas. São supersticiosos e ignorantes!
...o porto serve agora à Zynrix. Lá recebemos o que precisamos.  Glória a Zynrix que dorme no fundo do pantano e ao portador do Tridente.

- Mapa da região. Com três marcações feitas à mão.


- O pergaminho de Passo Leste: Essa série de textos descreve grande parte do que se sabe desta antiga e importante cidade do antigo reino. (textos irão em separado)




Garret e o culto a Zynrix.

Thornstein saiu em perseguição ao sujeito remanescente, que virou a esquina para entrar em uma sala à esquerda. Ao avançarmos pudemos ouvir vozes de comando e organização vindo de dentro da sala, e antes que chegássemos à sala, uma voz irrompeu lá de dentro, perguntando quem eramos e o que queríamos.
Foi ai que novamente entrou em cena nosso amigo descompensado, Ari Gandir, e começou a falar algumas mentiras, dizendo que fomos enviados aqui por um tal de Barba de Fogo, para botar ordem em um grupo de desertores. O pessoal ficou preocupado, e tenso. O clima ficava cada vez mais pesado, e à medida que o clérigo inventava histórias convincentes sobre tais origens piratas, alguns de nós ficávamos imaginando de onde ele tinha tirado isso tudo.

Tendo avançado na negociação, concordamos em ser levados à presença do tal "mestre". Mesmo com o clima muito tenso, os homens pediram que abaixássemos nossas armas, para que prosseguíssemos para o tal encontro.
Alguns de nós ficaram ainda mais nervosos. Gulliburst, muito afoito, estava quase perdendo a cabeça. Entramos na sala, e fomos recebidos por um grupo muito peculiar de homens.
Eram normandos, mas não se vestiam como um normando comum, e segundo o que passava naquele momento para Thornstein, também não cheiravam como normandos. Carregavam armas e escudos que pareciam ter sido feitos de restos de criaturas marítimas. Pudemos perceber que em um canto da sala, todo amarrado, estava aquele gnoll branco, aparentemente desacordado (o peludo havia sobrevivido).

Depois de um pouco mais de conversa com Yargen, que aparentava ser o líder daquele bando de cães do mar, este chamou pelo tal "mestre", e de uma porta saiu uma figura muito diferente. Um homem esguio com vestes negras. Vestia um manto que se abria em faixas que lembravam tentáculos com olhos. Tinha uma aparência extremamente incomum, como um khilasa que não se veste de khilasa e traços muito preservados e bem cuidados. Falava de um modo irritante, com sotaque arrastado. E logo começou o diálogo, a coisa começou a desandar.

Ari Gandir até tentou levar a conversa pra frente, mas a cada frase rebatida, coisas estranhas aconteciam, numa cadeia de eventos desastrosa. Num dado momento, algo pareceu tirar Miro do sério, que começou a se comportar de forma suspeita, atraindo a atenção do misterioso homem. Questionado por ele, Miro também não se saiu bem.
Seguindo na situação, alguns perceberam que Uroakk estava começando a despertar. Miro se comunicou com ele na lingua das feras, provavelmente para pedir cautela, e que não nos expusesse.

Thornstein que já estava se segurando a algum tempo se via em um ambiente hostil, cheio de homens fedendo a cães do mar, quase se explodiu quando o tal Garret, como acabara sendo revelado ser seu nome, mencionou sua intenção de assassinar Ulfednar, filho de Anagacok.

Vendo que a situação ia de mal a pior, Ivarr se pôs na frente de Ari Gandir, pedindo para ter a palavra, e com o braço que havia levantado para remover Ari de seu caminho surpreendeu a todos, inclusive do seu próprio círculo, ao lançar uma rajada de chamas sobre o homem de preto e dois dos seus capangas.
Enfim, era tudo que Thornstein estava esperando que acontecesse. Algo para iniciar o inevitável combate.
Sua fúria foi tão grande, que entrou em um estado de frenesi, ignorando qualquer ameaça em seu caminho, focando em apenas esmagar aqueles malditos insetos que já haviam lhe tirado a paciência já havia muito tempo. Foi direto para cima de Garret, e enquanto isso os outros engajaram com os outros homens.

Ari Gandir foi rapidamente cercado, e enquanto isso, Miro que já estava se aproximando lentamente de Uroakk, chegou para lhe ajudar com feitiços de cura.
O combate foi feroz, e quando Thornstein alcançou Garret, atacou impiedosamente, afundando sua marreta no seu recém jurado inimigo. Pobre alma, não teve nem chances de se defender. O máximo que conseguira, foi conjurar algum tipo de feitiço que acertou Thornstein no peito, mas este pareceu não se importar com isso. Após dar cabo em Garret, Thornstein voltou para a outra sala, onde encontrou seus amigos em apuros. Ari Gandir, principalmente se encontrava em uma posição muito comprometedora, pois havia dado as costas para Yargen, que combatia de forma suja e sem honra alguma.

Miro já havia soltado Uroakk, e os dois já estavam cuidando de alguns inimigos. Thornstein se jogou para dentro da sala e antes que pudesse acertar Yargen, este havia ferido gravemente o nosso amigo Ari, que agora estava no chão. As coisas não iam muito bem por ali, mas com uma martelada brutal, Thornstein conseguiu abater o pirata sujo.

Pronto, todos haviam superado seus inimigos. E após um cuidado de urgência, Ivarr conseguiu estabilizar a condição de Ari. Entraram então para a sala de onde Garret havia saído, e ali encontraram uma mesa que estava cheia de papeis e cartas.

Miro foi direto ao encontro de uma espada que estava ali ao pé da mesa, e o jeito com que ele a pegou e olhou condenou naquele momento, que foi essa espada que ele deve ter visto enquanto conversávamos com Garret, e acabou o tirando do sério.

Os papéis revelavam que haviam planos maiores, e o tal Barba de Fogo que por coincidência, ou não, havia sido mencionado por Ari Gandir, tinha seu nome citado em alguns documentos. Aparentemente o tal pirata fazia agora parte de uma seita, que por sinal, era a seita de Garret, e vinha conseguindo sua ascensão na região do grande lago.

O que será que este culto a este tal de Zynrix pretende fazer nas terras do norte?
Será que mais uma grande ameaça, de magnitude ainda desconhecida, está para se revelar?
Será possível impedir que algo pior aconteça?
Que os deuses nos guiem!

Ass: Thornstein

(We are the Priests, of the Temples of SyrinxAll the gifts of life are held within our walls...)
Rush.

sexta-feira, 30 de outubro de 2015

Orcs!

Alguns dias se passaram desde que entramos nas ruínas do tal castelo no pântano. Eu e os companheiros derrotamos várias hordas de inimigos de diferentes naturezas e propósitos. Me lembro bem da missão que fomos incumbidos: Investigar a área para descobrir algo sobre o grupo de foras da lei que estavam agindo aqui na região. Algo que eles acreditavam ser em torno de 10 pessoas. Mas me parece que o Lord e seu intendente sabiam sim, de algo a mais, mas não quiseram dizer. Afinal de contas, aquele mannem conseguiu informações adicionais sobre o desaparecimento de pessoas com um guarda, ou mestre de obras, não me lembro mais o que era..
Acontece que agora que entramos nas ruínas do castelo, já passamos de 10 bandidos, grupos de gnoll, mortos vivos, sapos gigantes, além de um sapo gigantesco que engoliu Ivarr.

 Alguns companheiros caíram, dentre eles um gnoll albino muito estranho, que se mostrou muito importante para resolver o "impasse" com os outros gnolls. Uroakk, era seu nome, e estava junto com os prisioneiros que encontramos no calabouço. Além do gnoll, encontramos também Miro, um normando que aparenta cultivar muito bem o hábito da prudência, e Gandalug, um anão. Este parecia pelo jeito fazer parte de algum tipo de circulo de nobreza, pelo jeito que falava e gesticulava.

Depois de várias incursões explorativas no interior da masmorra, e termos engajado em vários embates, combates e debates, percebemos que estávamos adentrando em um local onde se reuniam diferentes corjas de bandidos e forças do mal.

Após passarmos pelos gnolls, seguimos em um corredor que nos levou até uma nova área, e mal pisamos na intercessão à frente, ouvimos o som de uma trombeta, que seguida por alguns segundos de diferença, veio acompanhada de outra trombetada. Logo fui pensando que este tipo de padrão é mais comum em unidades militarizadas, e comecei a imaginar que tipo de crânios teriam à frente, esperando para serem esmagados pela Montanha que carrego comigo.
Penso que o padrão das cornetadas deixou o grupo um pouco mais apreensivo, e aberto a trabalhar de forma mais cooperativa.

Continuamos nos adentrando pelos corredores, até encontrarmos os tais autores do ruido desagradável. Ivarr, como sempre, foi na frente, de peito aberto. Não sei o que passa pela cabeça do homem. Não sei se ele pensa que é mais rápido do que flechas, ou se ele é invisível, só sei que foi a conta de chegar e ser alvejado.
ORCS!
Eram orcs na sala! 
Um combate mais cauteloso se iniciou desta vez, e estávamos em desvantagem numérica e tática, devido ao posicionamento. Nossa curta passagem se abria para uma sala onde estavam os asquerosos inimigos em posição de circulo, atirando à distância. O pessoal conseguiu ser mais cauteloso desta, e após alguns ataques de arco, conseguiram abater alguns dos orcs da sala. Quando encontramos uma abertura no fogo cruzado, alguns de nós adentramos na sala para acabar de vez com os malditos, mas foi neste momento que o novato, Miro, foi atingido. (Também, a pobre alma estava sem armadura). Uroakk também foi atingido e por ali mesmo ele caiu sem vida. Mas contando com a cobertura de Simows Grã, que encontrou uma posição tática superior aos combates anteriores, conseguimos derrotar mais alguns que estavam lá dentro.O próprio feiticeiro deve ter chamuscado pelo menos 3 orcs! Mas a desvantagem numérica pesou muito contra nós, quando um pequeno orc foi buscar reforços em uma sala próxima de onde estávamos. Tivemos então de recuar.

Voltamos até a intercessão, e o gatuno teve uma intuição providencial, que o levou a encontrar uma passagem secreta que nos levaria até os salões anteriores, onde já estivemos. Após procurar um local adequado, montamos então acampamento no andar superior. Tentamos nos recuperar o melhor possível, e enquanto tratávamos dos ferimentos e ajudava quem estava pior, eu tentava imaginar o que diabos aqueles orcs estavam fazendo tão ao sul!
Que eu saiba essa escória tem seus domínios nas terras pra lá de Eiden Zuid.
Cada porta que abrimos nessa desgraça, nos traz mais surpresa e mais mistério.
Essa foi pra colocar as pulgas que já estavam atrás da orelha, em extase!

Ao acordar pela manhã, recebemos na porta da sala em que fizemos o acampamento, os gnolls. E graças a Miro, que conseguia articular um pouco da lingua das feras, conseguimos entender o que eles disseram. Eles haviam derrotado o que restara dos malditos orcs. Vieram nos avisar do ocorrido, e notificar sua saída da masmorra, deixando para nós, parte dos espólios do combate. Criaturas até honradas, estes gnolls. Mais confiáveis que muitos normandos que já vi por ai.

Bom, tendo nos recuperado um pouco, decidimos avançar para uma sala que ainda não haviamos explorado. Gullinburst tentou usar suas habilidades para destravar a porta, mas parece que o forte dele é se movimentar rapidamente durante o combate. Temo um que dia tropece e acabe mal.
Eis que então, lá de dentro sai uma voz, perguntando por uma pessoa específica. Obvio, nem sabíamos de quem se trata. Ari Gandir tentou enganar a pessoa do outro lado, e logo foi começando a falar, o sujeito reconheceu sua voz!
Questionado sobre sua identidade, Ari Gandir se ocultou, afirmando ser outra pessoa. Vendo que a coisa iria desandar, me precipitei em direção a porta, jogando-a chão abaixo. Ao entrar na sala, pude perceber que os homens que ali estavam, eram de um grupo diferente dos outros que encontramos. Ou seja, mais uma facção! Diabos, não aguento mais esses bandidos!!!!
RRRRRRRRRRRRUUUUUUURRRR. Esmaguei o corpo do inseto contra o teto.
O outro começou a correr!

VOLTE AQUI, VOU TE PEGAR!

terça-feira, 27 de outubro de 2015

Rirg é bom.

Minha cabeça ainda atordoada se esforçava para acompanhar os novos acontecimentos. Estranhas são as atitudes dos deuses. Enquanto eu, Miro Diad, escudeiro de Sir Roland dos Kallas Nord, orava por força para conseguir fugir, o Lorde Guardião enviou um grupo de desconhecidos àquele lugar esquecido por todos para lhe propiciar a liberdade. Rirg é bom!

Havia um Vet Ulf entre eles. Foi fácil reconhecer, pois ele era um wiedzmin e durante os meus estudos como escudeiro daqueles que carregam a Chama do Norte, conheci a história do Machado e da Espada. O nome dele é Ivarr, tal como ele me disse. Outro membro de fácil reconhecimento era o formidável gnoll branco que estava preso na masmorra. Não apenas alguns costumes da raça me são familiares como também sua língua. Talvez esses dois possam ser bons aliados entre os demais.

O grupo se completava com um arqueiro de poucas palavras ao que os outros chamam Gullinburst, que se esgueira facilmente acobertado pelas sombras. Um clérigo de Donnar, que cheira a rum e que sabe usar melhor as armas e as canções do que sua fé, pelo visto. Um bárbaro portador de uma marreta e grande força corporal. Bersekiano por natureza, é óbvio. Isso ficou claro com seu temperamento agressivo. E por fim um khilasa que, por muito pouco, passaria despercebido. Acho inclusive que sua presença somente foi sentida em meio a exploração do lugar, pois assim ele quis. Caso contrário, provavelmente, não o teria distinguido entre o cenário e os inimigos... é um povo realmente estranho essa raça de ciganos. Talvez seja bom ter mais cuidado com eles do que com as guildas de ladrões da cidade.

De fato, penso eu, é bom conhecer rapidamente cada um deles, pois este grupo é um tanto quanto instável. Passaram a buscar desordenadamente por portas e passagens por todos os cantos sem critérios ou sem cuidado. Por muito pouco não abriram uma porta coberta por uma gosma verde suspeita. Foi preciso um pouco de precaução para convencê-los a testar a gosma que se mostrou uma armadilha maligna. Ao tocá-la começou a corroer um pedaço do metal da espada daquele wiedzmin. A maldade está presente aqui! Notei que o Vet Ulf estava ferido. Posso ajudá-lo através da cura divina? Ainda não domino bem a arte que distingue minha ordem, mas sei que em meu coração existe a fé. E isso basta para conceder a Graça àqueles que dividem minhas mazelas.

Um instante depois alguém gritou de um canto da masmorra que havia encontrado algo. Era um poço. Uma passagem para um outro nível mais baixo daquele lugar. Para averiguar melhor, iluminaram a queda com uma tocha. Uma altura de mais ou menos 12m.

Novamente o wiedzmin se prontificou a descer por uma corda. Outros desceram e tão logo chegaram ao fundo foram recepcionados por mortos-vivos! Malditas criaturas do mal! Meu ímpeto em descer foi controlado pela visão de que não havia espaço para movimentos lá embaixo. Mal poderia usar a besta que eles me forneceram. Seria muito perigoso. No entanto, o que esses aventureiros têm de desordem, compensam em fúria. Sabem muito bem a arte da luta e quando tive oportunidade de descer, foi apenas para arrematar um dos malditos. O resto já estava empilhado.

Exploramos brevemente o lugar e novamente a antecipação do grupo quase nos fez separar na escuridão. Havia passagens estreitas por todos os lados e optamos por uma mais “civilizada” que se mostrou por acabar em uma porta trancada por fora com cravos. Quem quer que estivesse do outro lado queria evitar os mortos-vivos. Sábios nessa decisão, não há dúvidas. O bárbaro tratou a porta com sua marreta. Nenhum problema para sua força, afinal. Apenas pouco prudente... e barulhento! A trilha que se seguia tratava por dois caminhos. Um grupo decidiu buscar o caminho sul, pois, segundo o carismático clérigo com cheiro de rum, “como viemos do norte temos que seguir para o sul”! Eu confesso que devo estar há muito tempo longe dos costumes nortenhos, pois isso não fez o menor sentido para mim. Fui junto ainda assim. Descemos algumas escadas e encontramos um lago de água pútrida e fétida. Minha reação lógica e instintiva foi evitar o lugar, mas acho que o wiedzmin tem uma atração quase hipnótica por esse tipo de ambiente.

Metade do grupo se distanciou do lugar, parece faltar liderança a esse grupo, se enfrentarem uma força coesa, estarão perdidos.
Eu me desloquei com os que seguiram o outro corredor, até que gritos nos trouxeram de volta ao local da água fétida...
Chegamos a ponto de ver uma enorme criatura amorfa, lembrando um sapo gigante, que urrava de dor ao ter sua barriga aberta de dentro pra fora por uma espada empunhada. Enquanto o gnoll rasgava sua carne com suas garras afiadas e o clérigo golpeava com seu martelo, Ivarr saiu de dentro do ventre, empunhando suas espadas e golpeando cegamente. A criatura afundou rapidamente na água, deixando para traz o cheiro horrível e uma ainda mais horrível constatação: ela portava uma espécie de arreio! Quem usaria tal monstruosidade como montaria?

Ainda que todos tenham passado algum sufoco até aqui, esse grupo se mostrou forte e coeso. Talvez isso determine nossa sobrevivência afinal. Nesse instante, enquanto me encaminhava pensativo sobre essa demanda que me ocupava a mente pelo corredor iluminado por tochas, percebi logo a frente um barulho de porta sendo destroçada. Sim, eis que o bárbaro impetuoso pôs a baixo uma porta sem a menor cerimônia. Só pude reconhecer logo a diante o olhar incrédulo de um gnoll sendo alvejado por uma seta. Mas ele não era o único, havia pelo menos quatro outros além de um enorme gnoll que parecia ser o líder do grupo. Adiantei-me e tentei me comunicar sem deixar transparecer minha ansiedade pelo inesperado encontro: “rendam-se e pouparemos vocês!”

Acho que essa situação caiu para a tensão de vez, pois tanto meus companheiros quanto o grupo de gnolls surpreendido em ação se seguraram em seus lugares tentando prever a melhor opção para aquela situação. Rirg é bom! Azagaias e arcos estavam em punho e o ranger de dentes era o único som audível... Enfim, depois de alguns segundos que levaram uma eternidade, o líder gnoll se adiantou e bradou naquele idioma gutural algo que muito dificilmente traduzi como “Porque nos atacam? Quem são vocês?” Senti que não seria um bom negociador, pois meu nervosismo em lidar com aquela situação estava dificultando a minha comunicação... e aí, com mais uma benção do Lorde Guardião, o gnoll branco tomou a frente e iniciou uma negociação. O pouco que ia entendendo, traduzia prontamente para o resto do grupo, que muito impaciente, aguardava a resolução.

“Eles disseram algo sobre um Mestre... sem pelos... ou seja, humano.”
“Acho que foram traídos... apareceram alguns Orcs!” – será que eu estou entendendo direito?
“Ele tem informações, mas pediu algo em troca...”
“50 moedas de ouro!” – disse Uroakk se voltando para nós – “Eles pedem 50 moedas de ouro para nos contar sobre uma valiosa informação.”

Não houve uma resposta convincente, mas a cara que todos fizeram deixou claro que a informação valiosa, seja ela qual fosse, não era tão valiosa quanto 50 moedas de ouro. Como não houve barganha, solicitei espaço para passagem e o chefe gnoll respondeu que poderíamos passar desde que não mexêssemos em suas coisas. Nos demos por satisfeitos e cautelosamente todo o grupo se moveu pelo flanco da sala. Notamos algumas passagens pela sala, mas os gnolls nos apontaram aquela que ia para o norte – contrariando o nosso clérigo – e assim seguimos pela escuridão deixando os mercenários para trás.

Seguiram o bárbaro Thornstein, Ivarr e o agora visível khilasa conhecido por Simows Grã levando a tocha que iluminava o caminho enquanto o restante de nós estava na retaguarda. Ainda estávamos preocupados com uma possível emboscada dos gnolls quando ouvi uma trombeta romper o silêncio de nossa caminhada! Tive uma sensação de que já havia ouvido isso antes... Passos foram ouvidos na vanguarda e depois outra trombeta mais adiante nos corredores. O perigo se aproxima numa forma que a escuridão ainda não nos permite saber exatamente o que é. Isso é ruim.

Oro pela minha vida e pela dos meus companheiros recentes, pois assim ganho forças e controlo minha ansiedade. Creio firmemente que o Lorde Guardião está comigo nessa luta para descobrir onde o meu mestre está.

E Rirg há de ser bom novamente!

segunda-feira, 19 de outubro de 2015

A missão

Cavalgar sempre deixou Sir Roland incomodado, sempre preferiu se deslocar a pé, suas entranhas não recebem bem os movimentos gerados pelo galope. Mas Sir Roland é um homem pragmático, e o chamado de seu rei merecia toda a urgência devida, pois ele era uma dos Kallas Norr, guardiões da chama do norte, por isso Sir Roland havia cavalgado à toda velocidade em direção a capital.
Agora se encontrava em um salão de espera próximo aos aposentos do sumo-sacerdote de Rirg, um velho dvergull chamado Dagalor. O salão era austero, mais do que os aposentos de Sir Roland, o que gerou um incomodo no cavaleiro, afinal agora teria de mudar seus aposentos, adequá-los a um padrão mais simples, não se justificava ele ter mais luxo que um sumo-sacerdote. A espera foi curta. Logo entrou na sala um anão que exibia em si alguns contrastes, pois seu rosto mostrava sua idade avançada, cabelos brancos já ausentes em grande parte da cabeça, a barba cheia, mas predominantemente branca, alguns poucos fios dourados lembrando sua linhagem, mas seu corpo era forte e robusto, comparável ao de jovens guerreiros. O mesmo contraste se via em suas vestes, simples e austeras, enquanto de seu peito podia-se ver o Uruor, o item mais valioso de todo o reino anão.
- Este pergaminho contém um resumo de tudo que conhecemos sobre a região de Passo Leste. Tudo que os acólitos do templo conseguiram reunir, desde que as premonições começaram. Deves partir rápido Sir Roland, pois algo se ergue no pântano e os sinais de Heimdall são claros: algo maligno nos ameaçará!
(Heimdall, a denominação na língua anã para Rirg, o deus guardião)
- Partirei imediatamente em direção a Riden. Levarei um dos meus melhores, mas manterei ele desinformado até que seja necessário, entendo a necessidade do sigilo.
- Leve isto. Use-a se encontrar a fonte. Que Heimdall o proteja.

               Haveria mais cavalgadas, e com elas mais mal estar. Mas Sir Roland era pragmático.

quarta-feira, 7 de outubro de 2015

O que esconde o Fosso?


Dessa vez, a morte quase me alcançou. Sinto como se tivesse estado do outro lado e voltado. Como se meu espírito tivesse alcançado Valhalla, mas pela vontade de algum Deus, foi devolvido a meu corpo. Quando acordei, os bandidos haviam sido derrotados, mas não sem perdas. Rimmo estava morto.
Em quanto Gullinburst se preocupava em pilhar os mortos, fizemos uma pira para que Rimmo pudesse se despedir desse mundo de forma honrada, como o guerreiro que foi. 
Após o funeral improvisado, continuamos a explorar a ruína do castelo. Descemos a passagem de onde saíram os bandidos. Ao descer as escadas escuras, iluminadas pela tocha de Ari Gandir e pela adaga luminosa de Simows Grã (não que eu precisasse de tais artifícios, claro) ouvimos um grito de agonia. O tipo de som que geralmente é o último a sair de uma boca, prenúncio de uma morte horrível.  Ao chegarmos ao final da escada, nos deparamos com uma grande forma no meio da sala, de costas para nós. Sobressaltado com nossa chegada, o ogro virou para nos encarar, escondendo algo atrás de si. Com sua pouca habilidade com a fala, tentou se desculpar dizendo que alguém tentou fugir. Pelo visto, pensou que fazíamos parte do grupo dos bandidos.
Ari Gandir tentou argumentar com a criatura, enquanto Gullinburst se preparou para o combate iminente. Foi então que foi possível ver o que o ogro escondia. Uma perna humana semi-devorada. Atrás do ogro, o infeliz dono da perna jazia sem vida. A tentativa de Ari Gandir de ludibriar o ogro se revelou fracassada, quando de repente o ogro partiu para cima e o atacou com a perna! Pego de surpresa e acertado em cheio pelo ataque feroz, Ari Gandir caiu inconsciente. Gullingburst atirou suas flechas, mas também acabou caindo depois de um golpe implacável da perna decepada.
No meio da batalha, ouviram-se gritos vindo de dentro da cela que o ogro guardava, e instantes depois, a porta da cela se escancara, e irrompe de dentro uma criatura inusitada. No primeiro instante pensei se tratar de mais um monstro, mas depois de um segundo, percebi que era um gnol, branco como a neve.
Enquanto o ogro lutava ferozmente com Thornstein, o gnol atacou a criatura por trás, e em meio à confusão que se seguiu, garradas do gnol e jatos ácidos de Simows, o ogro acabou encontrando seu fim com um golpe do martelo de Thotnstein. Corremos então para tentar salvar os companheiros caídos, Ari Gandir e Gullinburst, que por muito pouco não estavam além da ajuda.
Enquanto passávamos a noite cuidando dos feridos, descobrimos  que o gnol era Uruoakk, um dos prisioneiros dos bandidos. Contou que seu barco foi atacado por piratas e ele foi atirado ao mar. Não entendi muito bem como foi parar em uma ruína no meio do pântano, mas essa explicação fica para outra hora.
Na manhã seguinte, com as feridas tratadas, e após um pouco dos poderes de cura de Ari Gandir, descemos novamente à masmorra. Ao chegar ao nível inferior, em meio à escuridão e ao cheiro de podridão, descobrimos que a sala estava infestada de mortos-vivos. As criaturas sem intelecto não ofereceram grande resistência, e após uma rápida batalha, foram destruídos. Uma rápida varredura revelou um poço com uma escada que descia a um nível inferior.  Parecia não ser usada a séculos... O que haverá embaixo? Como os bandidos passavam por aqui sem atrair os mortos vivos? Eles...passavam por aqui ou haveria outra passagem?

Ivarr

sexta-feira, 2 de outubro de 2015

Morte no Fosso

Depois de algum tempo perdido com sapos gigantes do lado de fora do castelo abandonado, os aventureiros decidem infiltrar de uma forma mais direta na fortaleza. Enquanto Thornstein subia uma torre em ruínas, Ivarr, o terrível, entra pela porta da frente. Mal este da um passo a dentro, e é surpreendido por uma emboscada! Os companheiros então, iniciam um combate contra aqueles homens que deveriam ser os tais bandidos. Com pouco mais do que a luz do luar, conseguem então vencer o embate. Após adentrarem no castelo escuro, e passarem pelas estruturas em ruínas e escombros, se adentram para uma câmara que aparentava ser algum tipo de salão. Os aventureiros se adentram no local, Ari Gandir com uma tocha, e Thornstein com uma pedra mágica (imbuida com luz, pelo feiticeiro misterioso Simows Grã), seguindo  em direções distintas. Ali dentro, encontram ratos enormes e Ari Gandir tem um encontro com uma grande cobra. Nesse momento o mannen inicia um ritual para dialogar com a fera, e enquanto isso, os demais aventureiros exploravam outras portas do lugar.
Muito mofo, cheiro de coisa velha, mobília quebrada e um pouco mais de cheiro de morte e podridão, foi tudo o que encontraram. Ao término do mistico ritual, homem e cobra agora dialogavam. Sons de fato estranhos saiam da boca do druida, que balbuciava um dialeto serpentil; chegavam a causar certo estranhamento até mesmo nos mais intrépidos guerreiros. A notícia da serpente, era de que havia algo atrás de uma porta inexplorada, e não menos do que de repente, irrompendo pela porta, mais homens! E pior: no meio deles, um Gnoll!!!
Não houve tempo para conversa! Os aventureiros, seja em sua arrogancia ou prepotência, ou seja em sua ignorância e inocência, se descuidaram por um momento, e parece que se esqueceram que estavam em território hostil.
Foram de fato, pegos desprevenidos, cada um em um canto. Thornstein arremessa a pedra luminosa em meio aos inimigos, buscando facilitar a visualização pelos seus companheiros, e segue então um combate muito difícil!
Flechas para um lado, setas para o outro! Marretadas e espadadas, e na medida que o combate avança e seus companheiros caem, aperta no coração de Thornstein um leve arrependimento. Arrependimento de ter logo a pouco desejado encontrar os inimigos, para se testar em combate! Mas era um numero razoável de oponentes, e mais importante do que isso, lutavam de forma organizada! Diferente de seu grupo, que inexperiente e afoito, agia de forma independente. À medida que seu sangue fervia e sua furia aumentava, afundava cada vez mais sua Montanha nas costelas do Gnoll, numa troca de golpes rápida e feroz! Até que a besta finalmente cai. Os aventureiros então depois de derrotar os até então supostos bandidos, correm para tentar ajudar o companheiro que caíu, mas ao chegar até ele, percebem que já não está mais respirando.

"Maldição"... pensa Thornstein. "Se ao menos eu tivesse conseguido ser mais rápido. Fomos muito desatentos, e imprudentes!"

"Acho que há algo mais nessa história do que o lorde e aquele velho quiseram contar! Pra começar, ladrões que raptam pessoas...
Para acabar de inteirar, o grupo deles era liderado por um gnoll, e ainda por cima eram muito organizados para serem apenas bandidos de quinta categoria...
Existe mais por trás dessa história do que esperávamos!"

Esses eram os seus pensamentos, enquanto se preparava para continuar a empreitada.
Após um triste momento de silencio pelo companheiro caído, Simows Grã, encontra na sala de onde vieram os inimigos, uma passagem secreta!

E agora?

Fosso do Castelo

"Jaz em fogo o resultado do primeiro embate com os bandidos do Castelo do Fosso!  
Rimmo dos mannem!!

Cavalgada das Valquírias

Logo um novo dia estará nascendo
Espalhando o brilho do fogo
Logo o primeiro sangue será derramado
E o agonizante âmbar brilha
Eles esperam os primeiros raios de Sol
A previsão correndo
Os Nórdicos estão contando os dias numerados
Ouça o grito de guerra crescer
Olhe a cavalgada das Valquírias!
Elas se encontraram nesse campo sagrado
Agora o fim se aproxima
Dois exércitos que não estão dispostos a se render
O cheiro de morte no ar
Esse campo serviu de campo de batalha
Desde a manhã deste mundo
Durante os anos muito sangue
Essa terra tem visto
Os olhos dos guerreiros cheio de raiva pura
O aço cortando a carne
Espalhando entranhas, decepando cabeças
Enviando os homens para as suas mortes
Cavalguem, cavalguem, cavalguem Valquírias
Cavalguem, cavalguem, cavalguem Valquírias
Os gritos dos homens agonizantes
O conforto em seus olhos
Aqui elas chegam, enviadas por Odín
Veja a cavalgada das Valquírias
Os homens caídos jazem por todo o redor
Seus olhos mortos olham para o céu
E quando os guerreiros vagam
Eles vêem a cavalgada das Valquírias

terça-feira, 29 de setembro de 2015

Auspícios

Nadja caminhava distraidamente entre os vendedores ambulantes nos arredores da capital. Ciente da atenção que gerava, se deliciava com os olhares dos homens e os narizes torcidos de suas mulheres. Descontraída, passa ligeiramente os dedos sobre os diversos itens expostos em barracas de madeira montadas pelos comerciantes vindos de todas as partes do novo reino.
               Algo de repente chama sua atenção, não pela beleza da peça, pois ela não olhava as peças que tocava, mas pela sensação estranha que a peça provocou. Sua felicidade na manhã de um belo dia lhe foi tirada. A peça era um lindo vaso, antigo, pois suas bordas e desenhos estavam gastos pelo tempo. Ao tocá-la Nadja se transportou dali...todash!
               “Havia um grande salão, em uma bela cidade. Passo Leste, ela sabia. O salão estava cheio de convidados, e uma comitiva de estrangeiros apresentava seus presentes aos nobres locais.
               Uma mulher com traços muito parecidos com o de uma khilasa, estatura mediana, pela alva, cabelos negros e olhos amendoados, mas sem os adornos que caracterizam os costumes ciganos da raça, carregava o vaso.
               _ Trata-se de uma peça feita por um famoso artesão de meu povo, minha senhora! Ela dizia com forte sotaque, se dirigindo a uma nobre donzela dos normandos. Ela é feita com pedra trazida do fundo do mar interno e os desenhos são prata e ouro.
               _ O que são esses desenhos? Perguntou a anfitriã, perfilando seus dedos ornados pela estranha figura: uma cabeça vagamente humanoide com protuberâncias que lembram tentáculos.
               _ Representa uma criatura mítica do sul distante, minha senhora. Nós o mantemos sempre cheio de água, para provar nossa reverência ao poder do mar, e assim nossa casa fica livre de doenças e infortúnios.
               Rindo, satisfeita com o presente exótico, a mulher normanda pergunta: _ E o que acontece se a deixarmos vazia?
               _ Oh não senhora! Nós não fazemos isso no sul.
...ei....Ei... Solte esse vaso, khilasa! Isso custa caro, pois foi trazido das ruínas do pântano! Gritava o comerciante, um gordo e feio mercador de apenas um olho.
               Com um “me desculpe” que fez tremer de desejo o velho mercador Nadja continuou sua caminhada até o fim das barracas. Lá encontrou seu amigo fumando um cachimbo de madeira, um hábito que adquirira na ilha.
               _ Grimm, eu quero um vaso.
               Um sorriso se traçou no rosto do anão. Fácil!

quarta-feira, 23 de setembro de 2015

Pântanos, sapos e barulhos

"Ótimo! Era só essa que estava faltando!
Mal cheguei para me reportar para o tal lorde Rufus, encontro um distinto grupo de pessoas, que parecem ter vindo de outro planeta!
Bêbados, misticos, esquimós da floresta e homem lince... Como se já não houvesse bagunça de mais por aqui.

Mas não pude deixar de encontrar interesse nessa mistura caótica! Após iniciarmos nossa incursão ao tal castelo no pântano, pude perceber que são loucos. Mas loucos com um coração, loucos com uma chama interior, não muito diferente de mim.

Até agora, essa exploração não rendeu frutos... apenas sapos.
A cada instante que se passa, e enxarco mais minhas botas com essa lama fedorenta, cresce mais forte o pensamento de que um plano para atrair os bandidos na estrada era uma estratégia mais acertada. Mas enfim, recebemos essa tarefa nas condições de seu mandante.
Não vejo a hora de rachar os crânios dessa escória de baderneiros!!!
Espero que seja ainda hoje!!!"

Thornstein, consigo mesmo sobre sua chegada a Riden.

"Estrada, estrada, estrada 
Gente estranha, não fala nada 
A boa mulher, até que enfim! 
Mulher ou cerveja 
está bom pra mim! 

Viro o copo 
Taverna agitada 
Entorno o copo 
Conversa fiada 
Viro o copo 
Subo na mesa 
Entorno o copo 
Me falta destreza 

Viro o copo 
Cadê todo mundo? 
Entorno o copo 
Esse copo sem fundo! 
Viro o copo 
A zonzeira me corta 
Quebro o copo 
vou ali e chuto a porta 

Do lado de fora caminho de lado 
Beleza! vamos atrás de uns pé rapado 
Estrada, estrada, estrada 
O que daria por um porco com gemada... 
O jeito é caminhar nesse futum pantanoso 
Queria mesmo era um bife gostoso 

Lá de cima a infame ruína 
A noite enfim definiria nossa sina 
Pé ante pé 
Lama após lama 
Na mente apenas a vontade 
De desmantelar tão vil trama 

Na penumbra avançam na frente 
Para a boca da temerosa serpente 
Quando não mais que de repente 
Um asqueroso batráquio mostra seu dente! 

Outro sapo veio valente 
Mas apenas para morrer indigente 
Naquela noite com pouco luar 
Por certeira lança inclemente 

Agora nos encontramos incautos 
Diante de sinistro edifício 
Estariam nos observando dos altos? 
Precisamos urgente de algum artifício 
Será essa missão nossa glória? 
Ou apenas o findouro precipício"

Por: Um clérigo bêbado.