terça-feira, 28 de agosto de 2012

Mister Darkman

Mr. Darkman, what went on in your head

Oh, Mr. Darkman, did you talk to the dead
Your life style to me seemed so tragic
With the thrill of it all
You fooled all the people with magic
You waited on Discordian's call
Mr. Charming, did you think you were pure
Mr. Alarming, in nocturnal rapport

sexta-feira, 24 de agosto de 2012

Tavernas, sonhos e descobertas. "Ó Discórdia!!"

Porto do Arenque.
"Recebam estes presentes, são apenas uma mostra da gratidão do Jarl Balagor" disse a Sra Emma Ulfhendyrdotter, e os entregou alguns regalos.

Para Malakir, um rolo de pergaminho, tirado da coleção real.
A Barristan foi dado um arco, "pertenceu ao antigo guarda-costas de meu pai, o Ogro, cuja força era prodigiosa."
Rog recebeu uma lança de arremeço. Nadja um colar da própria Emma, "Use-o ou venda-o conforme sua necessidade".
"Essa adaga é uma réplica da adaga do Gral Ulfhednar, mestre anão". E a mim, a armadura de Cotarr Pikeson, pois segundo o jovem jarl, ela condiz com as armas de um Horn.

Após os presentes a Sra nos pediu que ajudássemos a livrar Kjord da Besta. A meu ver um pedido redundante, pois minha obrigação como guardião é a proteção do reino. A recompensa ofertada de toda forma nos será útil.
"Após lidarem com besta, me procurem pois tenho notícias sobre um certo andarilho vermelho, pois meus agentes me informaram sobre a chegada de um certo navio mercante."

Decidimos nos separar. Rog, Nadja e Grimm iriam verificar informações na vila portuária. Eu e Malakir ficamos no arredores do salão, ajustando minha armadura e nos preparando. Sir Gideon ficou com sua tia, confabulando.

Stenon Gwaterson.

Frio, um vento frio cortava até minha resistência natural contra o clima. Algum lugar na vila um homem caminha em direção a uma pira apagada. O homem de preto caminhava somente com a sombra do homem lobo ao lado, quando a besta se aproxima. Barghesh! Sua força aumenta à medida que se aproxima do caminhante negro, meu coração se comprime. Ao chegar à pira, ele faz um gesto, como que chamando alguém. Sorrindo, sempre sorrindo. Um vulto se levanta, sem um dos braços...Cotarr! Agora são quatro, e se viram em minha direção, uma gota de suor desce em minha fronte, real, sinto o gosto salgado quando ela atinge meus lábios. O Visonário, Cotarr renascido como alguma cria de Hella, o Homem lobo e Barghesh, a besta de Kjord, livre e mais poderosa, tomando o lugar do falecido Louco Jack.
"Sonhando comigo novamente, khilasa? Não, isso não pode ser! Isso vai lhe custar, sim!"
Sua mão começa a sangrar, e com isso sinto uma forte dor em minhas mãos! Elas sangram, e sei que acordarei banhada em meu sangue.
"Vocês acham que diminuem minhas forças? Elas só aumentam!" E ao longe, olhos vermelhos brilham na escuridão, Yoren!!!

Acordei, minhas mãos feridas realmente. Foi um aviso, ele pode me ferir em Todash (sonhos proféticos dos Khilasas). Falei de meu sonho ao meu novo Kah-tet.

Nadja.

Rog e Nadja foram ao mercado de peixes. Bom, me atrapalhariam a buscar a informação que queremos.
Me dirigi à taverna local (Porto do Arenque). Comece pela taverna, sempre! A bebida é a maior contadora de segredos.
Na taverna um grupo de marinheiros da Cia Mercante bebiam e cantavam a canção 7 Dias. Bela letra, aposto que foi um anão que a escreveu.
"O que bebemos, durante 7 dias, o que bebemos..." Duas pessoas me observam.
"...bebemos juntos, nunca sós..." Me desloco próximo ao balcão, longe da música, vamos ver o que conversam meus observadores.
"...quando lutamos, lutamos juntos, não a sós..." São informantes, agentes do Jarl. Parece que a doce Emma é mais raposa velha que imaginei. Melhor sair daqui, já tenho algo. A Cia Mercante está no porto, se alguem sabe algo sobre o que acontece aqui, eles saberão. Hah!!! Mercantes, hah. Vikings, isso sim!
"..morremos juntos, nunca a sós..." fecho a porta atrás de mim e a música cessa. Vamos aos mercadores.
Passei pelo protocolo: Fingi querer transporte, fui ao almoxarife, ele me indicou a Sra Traiane. Essa não é apenas uma raposa, mas uma raposa perigosa, pelo menos é sua fama. Bem vamos conhecê-la então.
"Senhora Traiane", pelas barbas de Onsd, que mulher imensa! "Venho em busca de transporte para Kjar", imaginem Sir Gideon nessa conversa, seria como enviar uma ovelha na caverna de lobos, hah!
"Transporte de mercadoria ou você mesmo viaja, mestre anão?" Hah, raposa velha, conhece bem a gíria dos portos.

Voltei aos meus amigos no mercado dos peixes. A gorda Traiane, líder da Cia Mercante sabe de nosso amigo vermelho. Ela nos dirá, por um preço, e até nos leva aonde o deixou, se fizermos algo por ela. Uma missão de 10 dias.
"Longe tempo, caçar grande besta antes" disse Rog.
"Vamos ter com Stenon e Malakir" disse Nadja.

Grimm.

Irmão Ulfer foi extremamente prestativo. O velho clérigo tem um carisma invejável. Me forneceu todas as ferramentas necessárias para ajustar a armadura.
No caminho da forja uma visão chamou minha atenção. Uma pira funerária estava em construção. Me aproximei.
"Irmão Ulfer, se importa que eu examine os corpos?" perguntei. "De maneira alguma, algo o incomoda?"
"Sim, mas não deve ser nada demais. Chame Malakir, por obséquio."
Três mortos. Dois eram guardas atacados por cães selvagens, na noite da besta. O terceiro era Cotarr. os corpos enfaixados em panos embebidos em óleo. Mas Cotarr, algo estranho, uma marca.
Malakir chegou e foi logo jogando seus apetrechos no chão. Já vi abutres descerem a carcaças, mas Malakir seria o rei abutre, penso eu. Médico, ele se autodenomina. Abutre-rei, eu imaginei.
"Impressionante, mais sinais mágicos. Lidamos com um gênio da invocação, a árvore deve ajudá-lo. Usei minha leitura mágica, são símbolos de captura e invocação. Creio que encontraremos Cotarr novamente! Ah, o invocador usa este símbolo que não consegui decifrar, parece religioso, suas invocações são todas em nome do símbolo. O que significa, Stenon? "
Sagrados deuses!! Que Heimdall nos proteja, o símbolo da Discórdia!! Lorac, o caos!

Rog, Nadja e Grimm retornaram. Nos atualizaram de suas descobertas e nós fizemos o mesmo.
"Bom, creio que devemos visitar as ruínas novamente." disse Nadja. "Caixa" respondeu Rog.
"Então vamos...", começou a dizer Grimm e parou. Uma estranha carruagem se aproximava. Colorida, coberta de gizos e panos, um burro puxava. Os khilasas chegavam a Kjord...

Stenon.

quinta-feira, 23 de agosto de 2012

Ó Discórdia!!!

O dia de labuta árdua e exaustiva não foi suficiente para olvidar a dor, e as lágrimas vem aos olhos da sofrida mãe. Triste memória, lembrar-se em detalhes do momento da queda, de ver o filho, pequeno tesouro de apenas cinco invernos escorregar na pedra e cair nas águas turbulentas do mar revolto. Vê-lo se erguer uma, duas vezes e por fim mergulhar pra sempre na imensidão azul escura. Nenhuma mãe deveria sofrer assim, é como ter um braço amputado, é com ter os deuses lhe virando as costas!
Irada, a mãe grita para a noite fria: "Ó Discórdia, maldita dama do caos, porque?"

E ao longe, o homem de preto sorri!

Cuidado com o tipo que anda!

domingo, 19 de agosto de 2012

Encontros, maldições, traições e fuga!


“É um fraco homenzinho sem pelo esse carniceiro.” – Pensou Rog quando examinava o necromantico com a mesma curiosidade com a qual o mago passou a noite dissecando o zumbi que trouxe consigo da batalha. Seu corpo cheirava a livros e os longos pelos brancos que desciam da cabeça de Malakir eram a única coisa de respeito que ele parecia possuir. Lembrava um pouco os velhos xamãs da tribo do Povo, mas era mais fraco e franzino. E branco! Como um coelho do mato. Aquele sem pelo não poderia ser um grande guerreiro. E a quantidade de palavras estranhas que emitia deixava Rog tonto! Ainda assim foi ele que disse tudo sobre os símbolos. Graças a tradução de Stenon, a percepção de que a conexão entre a Missão, Proteção e Condição era exatamente o ponto que faltava na cabeça do gnoll para entender que o encontro com o Louco Jack foi muito importante.
Sua cabeça ainda doía um pouco, mas os ferimentos causados pelos mortos vivos já estavam quase curados. “Apenas um arranhão” disse a si mesmo. As maquinações do Visionário Negro e Cottar Pikeson visavam libertar a Besta. Isso seria muito pior que qualquer zumbi. Segundo Malakir o ritual consistia em usar a evocação da Besta protegida por magia... “Malditos covardes!” praguejou em pensamento, “Magia de novo...”. O ponto fraco, como explicou o homenzinho cheirando a livros, era justamente impedir o cumprimento de uma das fases do feitiço. Se um deles falhasse, os heróis poderiam tratar a Besta como um inimigo de carne e osso. Um poderoso inimigo de carne e osso.
Mais uma vez Stenon traduziu o rústico – porém simples – idioma gnoll de Rog para fazer o grupo entender que o Louco Jack era possivelmente o próximo a ser morto. Ele ainda devia estar nos calabouços do Salão do Jarl e por isso mesmo o encontro com a fêmea dos Lobos Ulfhedyrs seria um evento de grande sorte! De fato, desde que a khilasa entrou no grupo uma maré de sorte se instalou.
Depois de muito confabular, a hora do lobo finalmente chegou. E com ela, o encontro com a mulher-lobo. No caminho do salão a khilasa veio dizer sobre um estranho sonho. Suas palavras eram doces demais para os ouvidos do gnoll, mas ele entendeu a descrição dos sonhos muito bem. Um homem com um sorriso na face… mas com olhos vermelhos que dizia ser a serpente. O tipo que anda. O disseminador do conhecimento. Este matava um outro sem pelo, vulnerável e louco... tudo sob o olhar selvagem de um lobo – difícil tradução para o gnoll – ou pelo menos um homem vestido com peles de lobo, e de um sem pelo usando armaduras e com porte de guerreiro.
Um vento frio e sombrio soprava do norte. Junto ameaçavam raios que serviam de anúncio para uma tempestade. Talvez por isso, assim que os componentes do grupo entraram, é que as portas foram fechadas. No Salão do Jarl estavam sentados Emma Ulfhendyrdotter no trono da esquerda e um filhote de sem pelos à direita com o mesmo cheiro da mulher-lobo. Devia ter uns 15 invernos de idade, mas observava a todos com olhar aristocrático, muito comum entre os sem pelos dos castelos. Outros soldados se espalhavam pela sala, mas entre eles haviam dois que se distinguiam. Um trajava essas roupas típicas de guerreiros sacerdotes tais como Stenon. Cheirava enigmaticamente como alguém que tem um odor que pretende esconder com outro cheiro. No entanto ninguém poderia ter um cheiro tão desprezível quanto o castelão Cotarr Pykerson que ali a esquerda demonstrava a mesma e antipática desaprovação que lhe era tão peculiar. Rog rosnou para ele. O seu cheiro era de alguma forma familiar. Mas de onde?
O filhote rompeu o silêncio se apresentando como o Jarl. Mesmo o pouco do idioma comum que Rog conhecia era suficiente para fazê-lo entender. Chamava-se Balagor Bahirson e até ter idade, era orientado por sua mãe nas artes da governança. Virou-se para Stenon e indagou:
“Por que utilizas uma espada? Nunca vi um sacerdote portar uma arma cortante.”
Stenon tem jeito para essas coisas... explicou sabiamente que era próprio dos Horns utilizar espada, assim como o próprio Heimdal. Rog imaginou que não teria a mesma sorte em explicar esse tipo de coisa ao filhote. Não possuía perícia nisso. Olhou para Balagor e este estava encarando. Fez um gesto para Rog chamando-o.
“Pus de javali!” – pensou o gnoll.
Desajeitadamente ele abriu caminho entre os companheiros e mais sem jeito ainda saudou o pequeno Jhal. Por sua vez, Balagor o indagou em língua comum, palavras aristocráticas e muito aveludadas para seus ouvidos de bárbaro. Virou-se para Stenon e disse: “Não entendo o que o filhote diz...”, mas antes que o solicito clérigo pudesse responder o Jarl retificou em um gnoll bem dito:
“Pergunto-lhe por que não está armado! Não é a cultura do Povo possuir armas para se defender nas selvas?” - E antes que Rog se recuperasse da surpresa de saber que o pequeno sabia sua língua emendou, “... E não sou um filhote. Eu sou o Jarl!”
A conversa seguiu em gnoll deixando a maioria dos espectadores curiosos, mas Cottar não ficou assim. Ele exalava ódio! Ódio e receio. E isso o traiu. Apreensivo com a conversa, mas principalmente com os olhares que o Jarl lhe lançava, avançou, dizendo:
“São vagabundos, meu Lorde! Como pode dar atenção a tais bajuladores? Não percebe que só querem ouro!”
“Não lhe concedi permissão para falar, castelão. Mas ainda assim o gnoll disse que esteve preso neste salão por ordens suas, Cottar.” – disse o Jarl.
“Esta besta estava espionando o Salão! Eu disse que não precisavam se preocupar. Já havíamos prendido o assassino. É um vendedor de ervas. Está bem guardado.”
“Ele também falou que esse “vendedor de ervas” o acusou de querer matá-lo ou entregá-lo a morte, se bem entendi a sua língua...”
“Absurdo! Uma mentira desesperada! Ninguém iria se livrar dele.”
Nesse momento a pequena khilasa tomou a atitude de falar pelo grupo e com um olhar tão doce quanto enfático lançou a Cottar seu contra argumento insolentemente como somente um de seu povo poderia fazê-lo:
“Mas se você diz que ninguém iria ser entregue, porque enviou Rog numa caixa para as ruínas infestadas de mortos-vivos?”
Cottar emudeceu. Sua garganta rubra de fúria. Cheirava a pavor, ódio e confusão. Quando ameaçou falar foi interrompido pela ordem de Emma:
“Basta! Tragam o prisioneiro!”
O prisioneiro veio carregado por guardas. Ofuscado pela luz seus olhos demoraram a reconhecer onde estava e quando percebeu a presença da senhora Emma disse hesitante:
“Mulheres nas masmorras?”
“Você não está mais nas masmorras.” – falou Nadja.
“Um anjo?! Você veio me buscar?”
E destampou a chorar. Copiosamente. Caiu ao chão com os joelhos e pedia para não mais apanhar. “Chega! Chega!” e deitou em posição fetal.
“Está louco!” – disse Cottar.
Rog avançou até o prisioneiro. Era o mesmo cheiro de urina e medo de quando estava preso junto a ele. O guarda barrou seu caminho, mas mesmo dali era possível ser ouvido. Disse:
“Tok gush!” – a saudação gnoll para algo como “noite ruim” ou “uma noite muito longa”.
“Você?” – respondeu o Louco Jack – “Você sobreviveu meu amigo? Você voltou?”
“O Povo tem honra. Mas por agora, diga a eles o porquê de você temer ser morto pela Besta. Diga toda a verdade.”
Mas o Louco Jack começou a sorrir. E do seu sorriso, onde antes havia um choro copioso, veio o som de uma gargalhada demente. Ao que todos se interpelaram e ao que Cottar franziu o olhar. O Louco disse enfim:
“Eu não vou morrer! RÁ RÁ RÁ RÁ RÁ RÁ! O Visionário me disse em sonho! Eu não sou o próximo da Besta! Eu não sou o próximo da BESTA! RÁ RÁ RÁ RÁ RÁ RÁ! O próximo... O próximo é VOCÊ!” – e dito isso apontou para Cottar.
De súbito uma rajada de vento acompanhada de um estrondo poderoso ecoou na cabeça de todos. Explodiu a porta do salão que havia sido cerrada quando o grupo entrou. Junto com a água da tempestade entrou no grande salão um uivo atormentado, seguido por uma Besta demoníaca com os dentes a mostra.
Cottar, aproveitando-se da confusão, puxou sua espada e num golpe veloz e cheio de fúria trespassou o estomago de Jack.
“Guardas! Protejam o Jarl!” – Gritou a senhora Emma já se levantando e buscando a porta dos fundos enquanto era escoltada por dois guardas. Os demais soldados rodearam o pequeno Jarl e levaram-no pela mesma porta. Logo, só restaram o grupo de heróis e Cottar... com a Besta.
Durante a confusão, enquanto todos se viravam para lidar com a terrível fera apenas uma coisa era certeza. Cottar não pode morrer! Nesse momento algo segurou a pata de Rog chamando sua atenção. Era Jack. E num último esforço de moribundo despejou palavras desconexas e sangue:
“Conte a todos os... pecados... deles. Fale dos... crimes! O... Visionário... não queria... isso...” – e afrouxou a mão do tornozelo peludo do gnoll. Ele entendeu o que fazer, mas quando Rog levantou o pescoço para encarar a Besta, ela havia sumido... e no instante seguinte apareceu atrás de Cottar.
Sentindo o perigo eminente Stenon começou a orar pedindo proteção aos deuses. Suas preces eram como uma canção e todos à sua volta sentiram-se mais fortes. O anão pulou para um lugar seguro enquanto Barristan desembalou um pote de óleo e arremessou na fera, mas o pote atravessou a Besta como se não houvesse qualquer matéria ali e quebrou no chão espalhando óleo por toda a parte. Nadja pôs-se entre a fera e Cottar e Malakir tomou seu flanco. Ambos sabiam que a fera não os atacariam, porque o símbolo da Missão obrigava a Besta a atacar apenas e tão somente seu objetivo. E este era Cottar!
“Os homens sem pelos assassinaram as fêmeas covardemente com veneno!” – Disse Rog para a Besta.
“Seu maldito!” – Soou a Besta dentro da cabeça do gnoll enquanto ela o olhava com ódio.
“Um outro assassinou seu próprio irmão!”
“Desgraçado! Vou decepar sua cabeça com os dentes!”
“O bardo era um violador imundo, comprava ervas desse louco que estava aqui agora para evitar que as moças continuassem a linhagem!”
“Seu bosta! Vou quebrar seus ossos e comer seu coração!”
“ ... e o pai que assassinou o filho de seu filho... “ – Disse emendando o último crime – “... e Cottar encobriu tudo ardilosamente!”
Mas então a Besta sorriu dizendo “Idiota!” e virou-se para Cottar desferindo-lhe uma mordida que arrancou um pedaço de sua perna. Cambaleando e aos gritos o castelão contra-atacou com sua espada. Certeiro, mas novamente um golpe que atravessou o ar, pois a Besta possuía a evocação do símbolo de Proteção e era imune a qualquer arma.
Malakir debruçou-se sobre Cottar ferido e segurando em sua cota de malha gritou:
“Qual foi o seu crime?”
“O que?” – replicou aflito o castelão.
“QUAL FOI O SEU CRIME?” – Esbravejou o minguado necromante que naquele momento parecia ter tirado uma força sobre-humana ao levantar Cottar pelo colarinho da cota.
Apavorado Cottar sussurrou qualquer coisa no ouvido de Malakir, mas recebeu outro golpe da Besta enquanto conversavam. Dessa vez a mordida da fera arrancou o braço e um pedaço do peito do castelão, juntamente com o que havia sobrado de vida naquele corpo ensanguentado.  Cottar morreu ali enquanto outra parte de si perdia os movimentos a cinco metros mais adiante.
“Vocês serão os próximos!” – Ecoou na cabeça de todos a fala infernal da Besta e então uivou:
AAAAAAAAAAAAAAOOUUUUUUUUUUUUUUUUUUUU!
Enquanto os heróis tapavam seus ouvidos dois cães infernais entraram no recinto, prontos para atacar, mas Malakir começou a gritar para a Besta:
“Eu sei de tudo! Dos homens que assassinaram suas esposas com veneno, o irmão que matou o irmão, o bardo estuprador e o avô que matou a filha para não ver nascer o neto! E sei... que Cottar matou Bahir, o grande Jarl, pai de Balagor!” E isso foi muito corajoso. Afinal, o homem com cheiro de livros era mais forte do que aparentava.
E a Besta perdeu sua aura brilhante e o tom fantasmagórico que a cercava agora se tornou concreto e palpável... como Barristan sentiu assim que enfiou-lhe um golpe certeiro no lombo. A Besta gritou de dor! E novamente outro golpe que lhe rasgou a parte posterior. Sangue que jorrava e a Besta se debatia. Seguiu-se uma batalha feroz até que a fera perdeu a paciência e determinou que era o momento de acabar com todos. Usando-se de seu uivo infernal possuiu por instantes a mente dos heróis fazendo uma parte correr como loucos, com medo de sua presença, enquanto Sir Barristan começou a defendê-la como se ela fosse sua amiga. Mas, de repente, ela sentiu algo no ar. Estremeceu e amaldiçoou e voltou-se para os heróis dizendo:
“Isso não acaba aqui! Eu voltarei... por vocês todos!”
E sumiu correndo pela porta a fora, levando seus cães consigo.

Rog presa sangrenta!

quarta-feira, 15 de agosto de 2012

A noite é escura e cheia de horrores...

“ Nascida junto com o mundo, destinada a viver tanto quanto ele, e ainda nunca mais velha que 5 semanas. Quando de novo ela nascer, a besta estará livre.”

Louco Jack, murmurando segredos na cela de kjord.

"There was a dark hilarity in his face, and perhaps in his heart, too, you would think — and you would be right. It was the face of a hatefully happy man, a face that radiated a horrible handsome warmth, a face to make ice shatter in the cold rivers, to make small children run wailing to their mommies. It was a face guaranteed to make barroom arguments over dumb things turn bloody."

Louco Jack descrevendo o Visionário Negro à Rog.

“Quem sou eu, você pergunta? Sou o profeta, a serpente, o doador de conhecimento e encantamento, e tenho tantos nomes quanto os mundos existem."
Cuidado com o Tipo que anda!!!

Sonho de Nadja, na véspera do encontro com Emma Ulfendyrdotter.

sábado, 11 de agosto de 2012

Um dia de espera...


Mal posso acreditar no que meus olhos veem!
A morte - ela caminha!
Quando as sombrias criaturas partem em direção ao meu pequeno amigo
mais rápido ainda meu cavalo parte em direção a elas
Meus receios quanto à indestrutibilidade dos cadáveres andantes são dissipados quando, a galopadas, decepo a cabeça de um deles
O faiscar das lâminas na escuridão. O combate é rápido e brutal
Sou cercado por uma corja fétida, mas as forças do bem prevalecem
e apenas meu cavalo é ligeiramente ferido
Os colegas adiante também lutam bravamente sob a noite enluarada
Vou de encontro ao meu companheiro anão. Nossa união é a nossa força
Sob os nossos punhos a perversidade é subjulgada -
um a um os corpos pútridos caem, até não restar nenhum
Nossa trupe se reagrupa - o Gnoll jaz inconsciente, carrega em si profundos cortes
Estamos cansados e feridos. Nossos espíritos clamam por renovação
Malakir é o primeiro a perceber o pavoroso odor vindo no norte
Um calafrio percorre nossas espinhas
Aquela presença... quase podemos tocar com nossas mãos aquela presença maligna
Sabemos que não temos como enfrentar a besta. Não ali, não naquele momento
Voltamos o mais rápido possível para a carroça
Um pouco depois avistamos uma procissão cortando a estrada, em direção a Kjord
Marcham rápido noite adentro, tochas em flamas
Somos avistados. Alguns deles cavalgam em nossa direção
"Alto lá", anuncio-me enquanto me adianto a eles
"Gideon, filho de Ulfednar", digo retirando o meu elmo
Para o meu espanto tratam-se de cavaleiros portando o brasão de minha família
"Estamos sob o comando de sua tia, Emma. Ela vai pra Kjord"
Embora protocolar e cortês, a conversa com minha tia é tensa, envolta de sutil mistério
"Sombrios acontecimentos pairam sobre essas terras, digníssima tia"
"Sei sobre os acontecimentos, sobrinho", interferiu ela
"Preocupo-me com a vossa segurança e a de meus primos, vossos filhos"
Mesmo relatando sobre o Mago Negro, a besta e a participação ímpia do castelão
ela se mostrou firme, irredutível quanto sua permanência em Kjord
Marcamos uma audiência para o fim do dia seguinte. Ela provê uma cura para o Gnoll
Estranha coragem. Estranha estabilidade frente a evidências tão sinistras...
"Não tão firme assim", constata auspiciosa a tocada por Vishuu
Nós dois acompanhamos a caravana, os demais seguem para a vila dos fazendeiros
Durante as últimas frias horas da noite a Khilasa e eu ingressamos em uma espécie de comunhão psíquica, como explicou-me ela
"Tempos conturbados nos aguardam", justifica
No vilarejo somos conduzidos a uma cabana e orientados a não sairmos durante o dia
Em poucos podemos confiar nesse momento. A intriga é iminente
Tentamos manter a vigília mas, fruto da exaustão, caímos em profundo sono
Acordamos no fim do dia. O sol se pondo no horizonte anuncia uma noite decisiva...

Sir Gideon Ulfednarson