sexta-feira, 30 de outubro de 2015

Orcs!

Alguns dias se passaram desde que entramos nas ruínas do tal castelo no pântano. Eu e os companheiros derrotamos várias hordas de inimigos de diferentes naturezas e propósitos. Me lembro bem da missão que fomos incumbidos: Investigar a área para descobrir algo sobre o grupo de foras da lei que estavam agindo aqui na região. Algo que eles acreditavam ser em torno de 10 pessoas. Mas me parece que o Lord e seu intendente sabiam sim, de algo a mais, mas não quiseram dizer. Afinal de contas, aquele mannem conseguiu informações adicionais sobre o desaparecimento de pessoas com um guarda, ou mestre de obras, não me lembro mais o que era..
Acontece que agora que entramos nas ruínas do castelo, já passamos de 10 bandidos, grupos de gnoll, mortos vivos, sapos gigantes, além de um sapo gigantesco que engoliu Ivarr.

 Alguns companheiros caíram, dentre eles um gnoll albino muito estranho, que se mostrou muito importante para resolver o "impasse" com os outros gnolls. Uroakk, era seu nome, e estava junto com os prisioneiros que encontramos no calabouço. Além do gnoll, encontramos também Miro, um normando que aparenta cultivar muito bem o hábito da prudência, e Gandalug, um anão. Este parecia pelo jeito fazer parte de algum tipo de circulo de nobreza, pelo jeito que falava e gesticulava.

Depois de várias incursões explorativas no interior da masmorra, e termos engajado em vários embates, combates e debates, percebemos que estávamos adentrando em um local onde se reuniam diferentes corjas de bandidos e forças do mal.

Após passarmos pelos gnolls, seguimos em um corredor que nos levou até uma nova área, e mal pisamos na intercessão à frente, ouvimos o som de uma trombeta, que seguida por alguns segundos de diferença, veio acompanhada de outra trombetada. Logo fui pensando que este tipo de padrão é mais comum em unidades militarizadas, e comecei a imaginar que tipo de crânios teriam à frente, esperando para serem esmagados pela Montanha que carrego comigo.
Penso que o padrão das cornetadas deixou o grupo um pouco mais apreensivo, e aberto a trabalhar de forma mais cooperativa.

Continuamos nos adentrando pelos corredores, até encontrarmos os tais autores do ruido desagradável. Ivarr, como sempre, foi na frente, de peito aberto. Não sei o que passa pela cabeça do homem. Não sei se ele pensa que é mais rápido do que flechas, ou se ele é invisível, só sei que foi a conta de chegar e ser alvejado.
ORCS!
Eram orcs na sala! 
Um combate mais cauteloso se iniciou desta vez, e estávamos em desvantagem numérica e tática, devido ao posicionamento. Nossa curta passagem se abria para uma sala onde estavam os asquerosos inimigos em posição de circulo, atirando à distância. O pessoal conseguiu ser mais cauteloso desta, e após alguns ataques de arco, conseguiram abater alguns dos orcs da sala. Quando encontramos uma abertura no fogo cruzado, alguns de nós adentramos na sala para acabar de vez com os malditos, mas foi neste momento que o novato, Miro, foi atingido. (Também, a pobre alma estava sem armadura). Uroakk também foi atingido e por ali mesmo ele caiu sem vida. Mas contando com a cobertura de Simows Grã, que encontrou uma posição tática superior aos combates anteriores, conseguimos derrotar mais alguns que estavam lá dentro.O próprio feiticeiro deve ter chamuscado pelo menos 3 orcs! Mas a desvantagem numérica pesou muito contra nós, quando um pequeno orc foi buscar reforços em uma sala próxima de onde estávamos. Tivemos então de recuar.

Voltamos até a intercessão, e o gatuno teve uma intuição providencial, que o levou a encontrar uma passagem secreta que nos levaria até os salões anteriores, onde já estivemos. Após procurar um local adequado, montamos então acampamento no andar superior. Tentamos nos recuperar o melhor possível, e enquanto tratávamos dos ferimentos e ajudava quem estava pior, eu tentava imaginar o que diabos aqueles orcs estavam fazendo tão ao sul!
Que eu saiba essa escória tem seus domínios nas terras pra lá de Eiden Zuid.
Cada porta que abrimos nessa desgraça, nos traz mais surpresa e mais mistério.
Essa foi pra colocar as pulgas que já estavam atrás da orelha, em extase!

Ao acordar pela manhã, recebemos na porta da sala em que fizemos o acampamento, os gnolls. E graças a Miro, que conseguia articular um pouco da lingua das feras, conseguimos entender o que eles disseram. Eles haviam derrotado o que restara dos malditos orcs. Vieram nos avisar do ocorrido, e notificar sua saída da masmorra, deixando para nós, parte dos espólios do combate. Criaturas até honradas, estes gnolls. Mais confiáveis que muitos normandos que já vi por ai.

Bom, tendo nos recuperado um pouco, decidimos avançar para uma sala que ainda não haviamos explorado. Gullinburst tentou usar suas habilidades para destravar a porta, mas parece que o forte dele é se movimentar rapidamente durante o combate. Temo um que dia tropece e acabe mal.
Eis que então, lá de dentro sai uma voz, perguntando por uma pessoa específica. Obvio, nem sabíamos de quem se trata. Ari Gandir tentou enganar a pessoa do outro lado, e logo foi começando a falar, o sujeito reconheceu sua voz!
Questionado sobre sua identidade, Ari Gandir se ocultou, afirmando ser outra pessoa. Vendo que a coisa iria desandar, me precipitei em direção a porta, jogando-a chão abaixo. Ao entrar na sala, pude perceber que os homens que ali estavam, eram de um grupo diferente dos outros que encontramos. Ou seja, mais uma facção! Diabos, não aguento mais esses bandidos!!!!
RRRRRRRRRRRRUUUUUUURRRR. Esmaguei o corpo do inseto contra o teto.
O outro começou a correr!

VOLTE AQUI, VOU TE PEGAR!

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