Os deuses do norte! (parte 1)

Os sábios e religiosos de Bifrost, o templo do arco-iris de Nystocol, ensinam em suas lições para qualquer pessoa que queira e possa pagar o ensino de um clérigo.

Wotan, que na língua dos dverg é chamado de Onsd, é o deus criador. Vive em seu palácio de Valaskjalf, que construiu para si, e onde se encontra seu trono Hildskjalf, desde onde pode governar seu reino e os mundos conhecidos. Os Gnolls o chamam de Ocev Duh, o espírito pai, criador das florestas e das montanhas.
Os dvergr o tratam como o grande regulador, aquele que determinou o Lif Khâd. Os normandos o veem como o grande general, portador de Gugnir a lança da tradição, deus da guerra e da sabedoria. Desse modo, vemos que Wotan é o criador, detentor supremo do conhecimento, das fórmulas e das runas, invocado em ocasião das batalhas, durante os naufrágios e as doenças e em qualquer situação desesperadora.
Antigamente existiam os Varg (lobos), paladinos de Wotan e seu braço armado entre os homens, e os Muninn e Huginn (Corvos), sacerdotes especialistas de Wotan, representantes de sua sabedoria. Mas os códigos foram perdidos, diferente do código dos Horns (sacerdotes especialistas de Heimdall) recém encontrado.

Donnar, Tor em dvergr, ou Ranik Duh (espírito guerreiro) em gnoll, é o defensor do mundo. Filho de Wotan, é o perfeito guerreiro, destemido e feroz. Para os dvergr é o senhor da batalha e também o deus armeiro. Para os normandos, ele engloba as características mais valorizadas pelos homens: corajoso, lutador, beberrão, glutão, de humor e fúria extremadas. Os gnolls e aruks o chamam de o grande caçador de monstros. (Ranik Darh é o teste de maturidade dos gnolls, onde praticam uma grande caçada)
Portador de Mjounir, o destruidor, vem em sua carruagem puxada por bodes e destrói os gigantes e feras, invocando a fúria da tempestade e dos trovões. É o deus da guerra, da caçada aos monstros, do trovão e da fúria.
Entre seus atribuídos feitos estão a expulsão dos gigantes para além das muralhas de gelo e a morte de Jormungand, o deus dragão, que iria devorar a terra.
Nos tempos dos três reinos, Donnar tinha como representantes de sua força os Slagga (martelos), sacerdotes especialistas, mas seus códigos também foram perdidos.

Heimdall ou Rirg, Budan Duh (espírito vigilante), é o deus do portão. Sua missão é guardar Ygdrasil, a árvore dos mundos, e a passagem aos diversos mundos e impedir que a Discórdia destrua a criação.
É a divindade patrona do reino do portão (Estocol), e a que se mais conhece nos tempos atuais, pois antigas escrituras e runas foram encontradas nas ruínas da cidade de Estocol, e seu templo de Bifrost foi reconstruído.

O guardião de Bifrost, portador de Gwarcorn, a trombeta do ragnarok. Ele serve Wotan como guardião e vigilante de Asgaard, e apenas aqueles cuja permissão foi concedida pelo poderoso Wotan podem passar.
Sua visão e sentidos alcançam Midgard, e sua honra e lealdade o obriga a vigiar e alertar os deuses dos perigos dos mortais.
Quando midgard caiu em caos e intriga, quando irmãos e irmãs lutavam entre si, Heimdall desceu e os ensinou, criou os Thrall (povo), os Jarl (líderes) e o Karl (primeiro entre os líderes – rei), organizou os mortais e instituiu a ordem. 
Os Horns foram recém inseridos na sociedade do norte, e seu código diz:
"Nós devemos seguir o exemplo de Heimdall, o estrategista, sob as leis dos Horn:
- Suportar o estado de ordem dos governos de direito, o Karl e os Jarl.
- Combater o caos e a intriga, lutar pela ordem.
- Atuar como criadores das leis e mão forte de seu cumprimento.
- Somos vigias, não juízes. Os de Wotan tem esse dever.
- Lutar contra as forças da Discórdia.
- A vida pelo dever.
Eis as leis dos Horn, e assim seremos diferenciados aos olhos de Heimdall, o vigilante.


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