Os sábios e religiosos de Bifrost, o templo do arco-iris de Nystocol, ensinam em suas lições para qualquer pessoa que queira e possa pagar o ensino de um clérigo.
Lothur, as vezes representado como um rei maléfico, o rei rubro, outras como uma mulher que trás a intriga e maldade, Discórdia. Na língua dos dvergr tem um nome assexuado que significa discórdia, Oenighet, é o representante do caos. Para os Gnolls, é o espírito Kaos, e representa a falta de ordem e a doença. Intriga, malefício, enganação são seus poderes, e tão grande é sua arte que por muito tempo viveu entre os deuses mascarando seus mal feitos. Foi por fim, expulso de Valaskjalf, mas nunca foi devidamente punido por seus crimes, e nem mesmo Heimdall pode dizer onde se esconde. Entre suas criações, destacam-se seus três filhos: Ymir, pai dos gigantes e inimigo dos homens e dvergr; Hella, a morte, senhora dos mortos vivos; e Jormungand, a serpente do mundo, que enlouquece as bestas, tornando-as ferozes e sanguinolentas. É comum para os normandos a frase "Ó Discórdia, maldita dama do caos, porque?", quando em momentos de lamúria e desespero.
Nunca houve uma religião formada em adoração à Discórdia, apesar de haver história de adoradores escondidos e sacerdotes que prestam serviço a ela. Seus seguidores são seres de outros lugares, criaturas maléficas, não humanas, demônios e feras.
Hella, a deusa da morte, Dod para os dvergr, Kuolema para os Gnolls. Filha da Discórdia, representa a morte desonrada, o fim para aqueles que desobedeceram os deuses. Segundo a mitologia, todos que morrerem sem cumprir as leis dos deuses, ou que buscarem a vida além da medida de sua raça, virarão servos de Hella, e com ela sofrerão pela eternidade. Nos tempos antigos haviam sacerdotisas de Hella, as donzelas Harmaan (damas de cinza), responsáveis por tratar os criminosos mortos e lidar com os mortos vivos, nem sempre destruindo-os, mas as vezes dominando-os para auxílio em seus afazeres. Os khâd nunca prestaram homenagem a Dod, e por fim os normandos abandonaram seu culto. Diz a lenda que foi aprisionada por Donnar em um plano de morte, onde aguarda ser libertada para espalhar os espíritos dos mortos sobre a terra.
Ymir, o pai dos gigantes, criador das raças dos gigantes, ancestrais inimigos dos dvergr. Do seu peito aberto saíram as raças malignas dos gigantes, que ocuparam as montanhas e lutaram contra os dvergr em tempos ancestrais. Representa a fúria e a força da raça e tem adoradores entre os gigantes de todas as sub-raças malignas. Aos gigantes falta a organização para montar uma religião, por isso não existem sacerdotes especialistas, mas sempre haverá um shaman em uma tribo maior de gigantes. Diz a lenda que Donar aprisionou Ymir na coluna das montanhas no extremo norte, e que quando a terra treme, é Ymir tentando romper os grilhões que o seguram.
Jormungand, a serpente do mundo. Pelos gnolls é também representada por Fenrir, o grande lobo. Os dvergr a chamam Raseri, que significa Fúria. É temida por homens e pelas bestas inteligentes, pois sua presença significa loucura e sede de sangue. Dizem as lendas que ela gerou vários filhos sobre a terra, feras de grande poder e ganância, os dragões. Por gerações essas feras foram caçadas pelos khâd, hoje são tidas como extintas, mas nada se sabe se alguma sobreviveu nos recônditos ocultos da terra. Sua força é tão grande que foi preciso Donnar e Tyr para prendê-la a correntes de Uru e arremessá-la no fundo do oceano, de onde pretende retornar e enlouquecer as feras para que devorem os reinos dos homens e anões. A lenda dos gnolls conta que tão feroz foi a luta para sua prisão que Tyr (Sota, espírito da guerra, em sua lingua) perdeu a mão direita. Se algum dia existiu um culto a Jormungand, esse foi entre suas crias, os dragões.




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