quinta-feira, 27 de setembro de 2012

Em busca do viajante vermelho - parte 1

Foi uma festa bem divertida! Dancei até exaurir minhas forças. Os homens apreciam a dança khilasa, apesar de também se importarem com outros jogos sem sentido! Parece que Barristan foi o grande vencedor da noite, e os prêmios com certeza superaram suas expectativas, ha ha!
Partimos no dia seguinte. Uma viagem tranquila, com direito a uma noite na torre de vigia dos khâd-goldar. Gutuca ForjaMartelo, sua líder e quatro outros anões formavam a guarda da torre. Poucos, algo me dizia que eles contavam com outras formas de agir. Foi uma noite tranquila, e mais dois dias chegaríamos a Ankior.
Antes de chegar a pequena vila, dois acontecimentos chamaram a atenção. Primeiro, um lobo foi preso na armadilha que Rog preparou. Uma bela criatura, e decidi que seu destino não seria virar um casaco. Falei com ele na língua khilasa, e ele concordou em me seguir. Chamarei-o de Manco, uma pequena memória de como a armadilha de Rog o pegou. O outro acontecimento foi o colar de Stenon, que parece ter transferido seja qual for a mágica que possuía para o próprio Horn. Resta aguardar o que isso significa!
Por fim, chegamos a vila de Ankior, pouco mais que um conjunto de cabanas. Lenhadores e caçadores nos recepcionaram com desconfiança.
"Procuramos por Ulic, viemos em busca de informações sobre um conjurador", disse amavelmente.
"Eu sou Ulic, vocês eram esperados. Venham, me sigam até minha casa!"

Ulic me pareceu um homem suspeito, rápido de entendimento, é de se admirar que viva num lugar como aquele, mas Grimm também me parece suspeito, e é um grande amigo.
Perguntamos sobre o tal ancoradouro.
"É um grande acampamento, cerca de 100 ou mais pessoas, entre trabalhadores, mercenários e bandidos. Gaurus é o líder, e tem seis sub-chefes com ele. Os mais preocupantes são Cerdic, um batedor que vigia os caminhos que chegam até o acampamento, e Eve, uma mercenária que protege as cargas. Korac, o anão não estava lá 4 dias atras, mas pode ser que esteja, aí devemos nos preocupar mais, pois ele é muito perigoso. Rascunharei um mapa da região."
"E o viajante vermelho?" perguntou Barristan.
"Sim, sabia que iam me perguntar sobre ele, Sra Emma me avisou. Sujeito estranho. Estava no ancoradouro quando ele chegou. Havia pagado pelo transporte, mas os marujos o temiam, disseram que era louco. Saiu de lá e veio até Ankior em minha companhia, e daqui foi ao sul, rumo a Bjolmork, a floresta sombria."
"Floresta sombria? O que há lá?" Arguiu Stenon.
"Os lugarenhos a temem, dizem que quem entra nunca retorna, que o espírito da floresta a protege."
Grimm olhou para Ulic e sugeriu: "Poderia me apresentar a Gaurus, talvez eu seja um bom reforço para ele."
"Posso tentar, mas temo que talvez fiquem sabendo sobre a sua chegada junto com seu grupo nada comum de amigos".
"Sugiro dormirmos e amanhã decidimos." disse e saí, vou passar a noite com Manco.

Nadja.


terça-feira, 25 de setembro de 2012

Entre duas tempestades!!

Destruidos Yoren, o morto-vivo e Bargesh, a besta!

Após alguns dias de paz, compras e curas, os heróis de Kjord se preparam para uma dura decisão.
Se encontram na Casa do Grifo, e enquanto esperam a cerveja trazida por Drunkar, proprietário da taverna, discutem suas opções:

- Barristan está curado, já podemos partir! Disse Sir Gideon.
- Estou sem parte de meus artefatos, os homens do rei se apropriaram deles. Malditos! Não posso partir sem eles. Exclamou Malakir.
- Esperaremos, e enquanto isso enviamos notícias à Sra Emma. Nos fará bem sermos recebidos em Kjord como heróis, facilitará nossos caminhos, acrescentou Nadja.
- Todos concordamos em buscar o tal Viajante Vermelho? perguntou Stenon.
- Não, mas ninguém escuta o anão que os banqueteou com informações!! resmunga Grimm.
- Sim, concordamos, pelo menos a maioria. A voz de Barristan ainda carrega um pouco de debilidade.
- Iremos ter com a Sra Emma assim que Malakir reaver seus pertences. Conclui Stenon.
- Rucharb dulag!!! (Odeio esperas).


sexta-feira, 14 de setembro de 2012

O fim de Yoren (Horn stands)


Cada dia que passo com esse estranho grupo me surpreendo mais! Mortos vivos... demônio em forma de um cão... E agora um clérigo corrompido em uma forma grotesca de um morto vivo!
A exploração das ruínas foi MUITO LUCRATIVA! Bem o que esperava para mim nesta vida de aventureiro...
Armadilhas, passagens secretas e tesouros escondidos! Tudo o que se pode esperar de uma exploração de ruínas como está!
Porém, há um lado negativo nisso tudo, monstros e mais monstros. Porém, acreditava que todos os mortos vivos seriam quase inertes como os que enfrentamos até agora. O risco estava calculado! Mas, para meu assombro, o clérigo, que no fundo acreditava que seria um grande aliado nosso, se mostrou ser nosso maior oponente...
Oculto por uma ilusão do visionário negro, facilmente percebida pelos meus céticos olhos de anão, se encontrava, entre outros quatro zumbis, os clérigo que procurávamos. Ele estava corrompido! Transformado naquilo que ele mais odiaria se transformar! Um morto vivo...
E para meu assombro, ele ainda mantinha seus poderes clericais... utilizando-se de uma poderosíssima magia, quase matou a todos, com náuseas e doenças indescritíveis. Somente Malakir parecia conhecer bem os segredos e como evitá-los...
Nunca imaginei isto nesse estranho grupo... sermos defendidos e um feroz ataque físico por um raquítico mago! Mas assim foi...
O paladino avançou com sua inocência e quase foi devorado vivo pelos mortos vivos...
Enquanto os mortos vivos avançavam, o corajoso mago avançou e fechou uma das portas, diminuindo ainda a área de ação dos mortos...
O Gnoll, mesmo com várias gangrenas e pústulas saindo da pele, avançou e retirou o paladino do perigo...
Sir Gideon e eu apenas nos arrastávamos, pois estávamos muito fracos sequer para nos mover...
Barristan, este foi, sem dúvida, o que mais sofreu com a doença... foi sendo carcomido por dentro e, coitado, talvez não venha a sobreviver a tais efeitos! Está além até mesmo da nefasta necromancia e dos estranhos conhecimentos de Malakir...
Tentei fugir e me esconder da melhor forma que pude... senti medo! Reconheço! Definitivamente não nasci para ser um herói idiota! Sou apenas um sobrevivente!
O que pude fazer foi arrastar Barristan do perigo da melhor forma que pude! E sua condição apenas me assustava mais! Seus olhos pareciam estar adquirindo um brilho opaco... como o dos monstros que enfrentávamos. Que me perdoem o que vou dizer, mas pensei, por um breve momento de misericórdia, em acabar com o seu sofrimento ali mesmo! Não aguentaria me ver daquela forma... preferiria a morte!
Com o estranho efeito da magia passando, Stenon mereceu sua alcunha de DEFENSOR. Ele segurou os mortos sozinho por um longo período! Corajoso este clérigo! Talvez eu deva reconhecer melhor sua coragem e a força de sua religião!
Malakir e Rog, desapareceram no interior das ruínas, nos deixando a mercê do inimigo! Pelo menos foi o que me pareceu!
Mesmo assustado voltei e pedi para Stenon fugir ou recuar... E ele continuava lutando como um herói das lendas! Foi épico!
Pude ver lágrimas escorrendo em seus olhos no momento em que acertou um golpe decisivo no seu amigo, o clérigo corrompido! Nunca imaginei que, em toda a sua honra e bondade, ele tivesse essa coragem!
Fiquei envergonhado de mim mesmo! E corri para ajudá-lo. Derrotamos os três outros mortos vivos restantes...
Enfim tudo acabara!
Para meu assombro aparece Malakir vindo do interior das ruínas arrastando Rog, mas este estava apenas ferido! Demasiadamente ferido! Mas fora de risco!
Mas a situação de Barristan era preocupante! Necessitava de cuidados urgente! Então Sir Gideon partiu com ele a galope para o templo de Bifrost! Sua melhor chance de cura seria lá...
Então ficamos, eu, Stenon com suas eternas orações, Malakir com seu fascínio por um livro e alguns pergaminhos que encontrava, o gnoll desmaiado e muito, mas muito, ouro e itens valiosos!
No fim, pelo menos foi "lucrativo"...
Mas algo me incomodava! Não encontramos o Visionário Negro e nem o Andarilho Vermelho... e meu coração me indicava para me dirigir ao norte, para retornar a uma luta que deveria ter travado há muitos anos atrás...

domingo, 9 de setembro de 2012

Na trilha do homem de preto.


Após matarmos a maldita Besta, continuamos a nos dirigir para o nosso incerto destino a procura do tal Visionário Negro.
Por fim chegamos onde tínhamos encontrados os mortos vivos pelo primeira vez... no local onde trouxemos Rog naquela estranha caixa de madeira...
A trilha nos fazia ir às taigas ao norte.
Definitivamente não é um bom lugar para um anão. Com tantos gravetos, folhas secas e pedras é impossível andar sorrateiramente. Mas para quem anda com um ingênuo gnoll de 200 quilos, que rosna e abana o rabo até em um simples barril de peixes, andar sorrateiramente é praticamente impossível!
Adentrando nessa taiga cada vez mais, ouvimos um estranha música.... pedi aos meus companheiros para que se detivessem e fui sorrateiramente na frente.
Entre sombras e árvores me dirigi ao norte e encontrei uma clareira com uma estranha figura tocando uma flauta. Permaneci um tempo a observar. A criatura possuía mãos e face estranhamente azuladas... como se o sangue não corresse. Quando o mesmo parou de tocar, mais um estranho acontecimento... aparentemente a criatura não respirava.
Voltei a me encontrar com meus companheiros e relatei o fato...
Stenon achou "prudente" chegar pela frente e indagar a criatura sobre suas "intenções"... Ah! Nada como a inocência clerical!
Aproximando-se Sir Gideon usou seus dotes e ao pude ver que ele sacou a espada imediatamente... Com isso me dirigi a esquerda procurando cercar a criatura.
Antes que pudesse me posicionar melhor para um ataque furtivo, uma machadinha foi arremessada. Era o sinal que o ataque iniciara. Imediatamente arremessei duas adagas. Minha alcunha é "Tiro certo"! Foram certeiras e o corpo tombou no chão...
Mas, por algum tipo de estranha feitiçaria a criatura continuava a dizer coisas...
A mesma se dirigiu para mim:
"Grimm, eu o conheço. Conheci um anão como você... Sei seus segredos..."
Só essa que me faltava! Agora os mortos me diziam coisas e me conheciam!
Mesmo sob os estranhos acontecimentos, e por insistência de meus destemidos companheiros (acredito que há uma grande diferença em ser destemido e ser enxerido... mas tudo bem...), prosseguimos até a chegar em uma estranha caverna.
Havia restos de ovelhas em sua entrada. Um horrível odor putrefado!
Adentrando na estrutura, havia um corredor que desembocava em uma porta com 2 estranhas estátuas. Estas estátuas, depois de indagações e discussões intelectuais de Stenon e Malakir, chegaram a conclusão que eram estátuas honrando deuses em busca de proteção.
A porta estava trancada. Era hora de sermos o mais sorrateiro possível. E comecei a utilizar meus talentos para destrancar o mecanismo sem o danificar.
Este é um processo cuidado e delicado... e requer tempo. Tempo demais para um jovem e imaturo gnoll.
Enquanto trabalhava nisso, meus apressados companheiros resolveram examinar o corredor a esquerda, e... KABUM... Rog caiu em um fosse com estacas. Por sorte as estacas estavam velhos e o maior dano foi a queda.
Há algo admirável nesse gnoll além da sua força e sua imprudência... sua habilidade de escalada! Nunca vi algo parecido! Ele saiu de um fosso de quase 7 metros com uma agilidade incrível!
Continuei concentrado no mecanismo da fechadura... e meus companheiros continuaram a sua exploração.
Eles encontraram alguns mortos vivos numa sala no fim do corredor a esquerda. A batalha foi muito breve e preferi continuar concentrado no mecanismo da porta.
Enfim a porta se abriu... Ao abrí-la, havia outros 3 mortos vivos no outro lado da porta! Droga! Estou convivendo muito com esse gnoll e aprendendo a ser imprudente como ele...
O primeiro avançou sobre mim, saquei minhas adagas e acertei-o bem no peito! Bem, isso comprova que o coração não é mais um ponto fraco destes seres, pois o mesmo continuou de pé apesar do dano sofrido. Tentei me reposicionar melhor para o combate e gritei aos meus companheiros: "Mais mortos vivos!"
Os 3 monstros avançaram sobre mim e me atacavam incessantemente. Nisso o gnoll avançou sobre o primeiro monstro como um louco desvairado e arrancou a cabeça do mesmo! Isso me deu tempo para revidar e acertar os outros dois bem na cabeça. Bem, ao que parece o ponto fraco deles é a cabeça...
Nos reagrupamos, continuamos a explorar a sala que abri, e encontramos mais uma estátua. Desta vez uma estátua da deusa Frigga, pela qual Stenon comentou sobre a devoção dos antigos.
Continuando a exploração encontramos uma porta dupla e um corredor que prosseguia. Porém algum de meus companheiros comentou algo sobre uma porta na sala que tinha descoberto anteriormente. Como se esquecem de uma coisa assim? Voltamos imediatamente...
A porta estava emperrada e o gnoll tentou arrancá-la a força. Porém algumas coisas não é questão de força, e sim questão de jeito. Utilizando meus talentos diminui a pressão sobre as dobradiças da porta, e o gnoll a arrancou facilmente.
Lá se encontrava um pequeno baú! Até que enfim algo interessante. Procurei algum dispositivo secreto e não encontrei nada. Ao abri-lo porém uma surpresa! Um pequeno dardo atingiu meus dedos! Porém nada que a vitalidade anã não dê conta. Apenas um arranhão! Lá dentro havia alguns tesouros e vários papéis em ruínas...
Pelo menos alguma recompensa por eliminar alguns mortos vivos! Agora sim está empreitada está começando a valer a pena...

quarta-feira, 5 de setembro de 2012

Morre a besta

 "Desprendido será Fenris Lobo
e destruirá o reino dos homens,

antes que venha um principe real
tão bom quanto, para ficar em seu lugar."

...extraído da Edda.






Os khilasa vieram
confabularam e dançaram
guerreiros e clerigos
em frenesi estiveram

A parte de tudo 
Rog observa, temeroso
da magia khilasa que a todos leva

Sonhos do futuro

“De Gehena nascida,
Invocada na noite.
De força total imbuída,
Sem temor à batalha, entregue à carnificina.
O que a Arte invocou, a arte termina,
O metal puro, a verdadeira ferida.”

Valentes heróis 
em busca do destino partiram
ao Tipo que anda, veneno e encantamento.

Mas surpresas aguardavam 
e num salto da escuridão
barghesh em seu caminho.

Luta feroz,
De Grimm brilhou a prata
De Gideon a espada ancestral
De Stenon a luz do guardião
De Malakir a mão espectral
De Rog a coragem selvagem

E com furor tal qual o mais selvagem gnoll

Atirou-se as costas da besta
a jovem khilasa em sua canção
Óh Nadja-Mio, querida magia
A besta cai ao chão!