Is O - A história dos primeiros homens e seu isolamento na ilha

A história dos primeiros homens começou a ser escrita quando os Dvergr e os Normandos vieram do norte e começaram a estabelecer o reino de Estocol. Os primeiros homens, como foram então intitulados, já viviam ali desde os primórdios, mas não tinham o costume de escrever sua própria história. Tribos esparsas e independentes, que tinham em comum uma cultura voltada à adoração da terra, os primeiros homens viviam sob uma forte teocracia, onde os líderes eram sacerdotes (druidas) que se reuniam em um círculo para decidir sobre todos os aspectos da vida desse povo.
Houve conflito então entre os povos, e com uma tecnologia e organização superior, os homens do norte foram conquistando a nova terra, empurrando os primeiros homens para os locais ermos e isolados, desvinculando-os da terra. Os druidas então se reuniram, 14 arque-druidas sob a liderança de Kalimar, o sábio, o mais poderoso dos druidas. Após essa fatídica reunião, os primeiros homens começaram a migrar, todos em direção a grande ilha Groenland (Terra verde, em nórdico), a ilha que era terra da tribo dos mannem, uma das inúmeras tribos dos primeiros homens. Então a ilha começou a mudar.
Um frio intenso tomou aquele antigo paraíso verde, transformando-o em Is O, a ilha de gelo. Os normandos tentaram se estabelecer no sul da ilha, mas o frio intenso e grande ocorrência de seres hostis fez com que desistissem dessa empreitada. Os textos da época falavam do desaparecimento dos primeiros homens e foram à ilha, do frio intenso de congelar os ossos, dos círculos de pedra abandonados e dos fantasmas e espíritos malignos que atormentavam os vivos que ousassem pisar naquele local. E assim os primeiros homens foram esquecidos. A ilha se tornou ponto de piratas e eventuais caçadores, aqueles ousados o suficiente para passar a noite nas costas geladas da outrora verde ilha.
Os anos se passaram, Estocol cresceu e ruiu, o tempo negro veio, as cidades se separaram, o improvável aconteceu. Um descendente dos primeiros homens, da tribo da montanha de Chariou foi levado pelo destino à ilha. Ele e seu grupo de companheiros encontrou o antigo círculo druídico e descobriram a história oculta dos mannem, e por fim os trouxeram de volta, pois não estavam extintos, e sim presos pelos próprios erros.
Usando de magia poderosa e proibida, os druidas haviam construído passagens entre os planos, deteriorando a própria trama da realidade, tornando o espaço entre os planos fino, instável, de forma que seres escaparam e assolaram a ilha. Tudo isso era parte de um plano de escape, um plano que foi fadado ao fracasso pela fúria de Kalimar, pois o grande druida encontrou força e poder no espaço entre os planos, e isso o corrompeu. Ele tentou usar dessa força para combater os invasores normandos, e somente com o esforço de seus antigos discípulos, Kalimar foi impedido, à grande custa. Os arque-druidas foram destruídos na batalha, e os mannem sem força para voltar permaneceram presos em outro lugar, um terra que era um espelho distorcido da grande ilha verde.
O novo reino de Nystocol começava sua caminhada rumo a glória, e os recém redescobertos mannem foram integrados a esse reino. A ilha lhes foi concedida, desde que aliassem forças ao novo reino dos normandos, tratados foram feitos e a tênue paz se estabeleceu.
Retornados a sua terra, os mannem reestabeleceram seus cultos e organização teocrática, o círculo dos druidas foi reerguido, tendo Bertrak, o velho como grande druida e líder dos mannem. Três poderosos arque-druidas vigiam o espaço entre os planos, mantendo a ilha coesa e o frio regredindo. Possuidores das pedras Argan, antigos artefatos dos primeiros homens, eles são tudo o que impede que realidade se deteriore e os horrores voltem a grande ilha. Mas então os três desapareceram...

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