quinta-feira, 16 de agosto de 2018

Portal da Doença

"o ruído é ensurdecedor, a visão terrível e tétrica... como pode tão jovem menina suportar tamanha verdade?" ... esses foram os pensamentos da jovem invocadora, tolhida de seu perfeito raciocínio pela avassaladora torrente de imagens e sons.
"NÃO CONSIGO FECHÁ-LO!!! A CRIATURA O IMPEDE!" gritava a jovem khilasa...
"sinto meu sangue gelar, meus músculos antes treinados a reagir por reflexo, velozes como flechas, agora se estacam perante a certeza de estar diante de mais uma lúmina"... Pensava Umbra, incapaz de se mexer, congelado pelo pavor.

Uma nuvem branca subia ao redor, revolta pelos movimentos súbitos dos dois guerreiros adentrando a caverna em direção à caverna.

Um flecha de fogo voo certeira! Um urro inumano irrompeu... Criaturas vindas de pesadelo surgem para rasgar a frágil realidade humana. 

quinta-feira, 9 de agosto de 2018

A marcha dos homens do norte

Nós viemos da terra
Do gelo e da neve
Do sol da meia-noite
Onde as fontes quentes explodem
O martelo dos deuses vai guiar
Nossos barcos para novas terras
Para combater a horda, cantar e gritar: Valhalla, eu estou indo!!!

sábado, 21 de julho de 2018

Destino

O que une as pessoas em um direção? O que faz estranhos trabalharem juntos com um único objetivo? A busca por um novo propósito ou a amargura de perder a família? A devoção quase fanática a uma causa? A busca incessante pelo conhecimento? Pela justiça? Vingança por uma infância ruim?
Sentados sob a fraca luz de uma forja semi-acesa, aguardavam o retorno do skaldo. Quando finalmente ele adentrou a humilde casa do forjador, carregando um pesado tomo, a menina se levantou e disse com seu carregado sotaque khilasa: Agora somos ka-tet, um de muito e único!

quarta-feira, 3 de agosto de 2016

Atos III e IV

Ato III: Salão dos mortos de Barka.

O salão vazio ecoa os passos apressados de Irmão Berk. Ele bate na porta do seu suserano, o Jarl Ordi Bjorkman.
_ Entre Berk.
_ Meu jarl, trago notícias do acordo. Deseja saber agora? Disse Berk, olhando de soslaio para a bela mulher do Jarl, Ulrika, que estava sentada em uma cadeira penteando os longos cabelos cor de ouro.
_ Diga logo Berk, minha dama precisa saber dos arranjos, pois ela irá me representar.
_ Sim, meu jarl. Os druidas de Dimmor concordaram com o encontro. Eles pediram uma semana de prazo para agruparem os seus líderes, mas...
_ Diga logo homem!
_ Os arquedruidas de Liten e Isamooth não foram encontrados. Os mais velhos irão atender ao encontro, mas eles decidiram qualquer coisa em conselho, dada a falta de liderança formal.
_ Você acredita que seja uma retaliação pelo fato de eu não comparecer?
_ Segundo Mestre Konseye, não. Ele teme pelo pior, que algo tenha afastado os arquedruidas de sua, herr... função.
_ O grupo que vocês enviaram deu alguma notícia? Sinto falta de meu castelão, os demais parecem estúpidos e lerdos sem a presença de Oandlig.
_ Ainda não meu jarl. Eles devem estar em Heldren ou pouco a frente em direção a Vaast.
_ Então está resolvido! Enviarei Ulrika acompanhada de dois de meus generais. Eles irão apresentar minha proposta e ouvir a resposta do conselho dos anciões druidas.
_ Sim, meu jarl. Farei os preparativos para a viagem dentro de 1 semana. Com sua licença...Senhora...
A passos apressados Berk deixa os aposentos do jarl. Em sua cabeça ele começa a concordar com Konseye: Essa mulher é problema!

Ato IV: Heldren, pouco antes do amanhecer.

“Minha perna ainda lateja devido ao corte sofrido, e mesmo que não o tivesse, seria uma noite de difícil sono. Meus companheiros tem resto de noite agitados, acredito que poucos conseguiram efetivamente dormir.
Quanto a mim, preciso registrar tudo o mais precisamente possível. Nunca em meus anos de estudo em Kjar, ou mesmo depois de minha vinda a Barka, imaginei que pudesse aprender tanto em tão pouco tempo longe dos livros e escritos de meus aposentos. Uma coisa é ter livros descrevendo os mortos vivos, outra é ter sua perna dilacerada por um deles, que acredito ser um fantasma, agora que meus nervos me deixam pensar mais claramente.
É impressionante o entendimento tácito que os khilasa demonstram das fendas ou lúminas, como eles as chamam. Com um pouco da conversa de Yammie, a khilasa Alcyone já conseguiu ligar os pontos. Nenhum livro ou tomo fala exatamente o que ou como os arquedruidas protegem a ilha. Claro que existe relação em seu trabalho e a temperatura da ilha e o aparecimento dos mortos vivos, mas que eles podem estará guardando fendas Bifrost, e que a simples ausência deles poderia fazer com que elas se reabrissem? Como no sonho da pequena Cosmina, onde três portas apareciam e uma delas estava aberta. Torna-se imperativo agora identificar o local desta ruptura (e aqui acredito que a pequena menina possa ser a chave, pois ela parece ouvir um ruído quando os mortos vivos aparecem, e talvez o ouça também próximo à fenda), e fechá-lo. A pergunta é como fazê-lo sem os arquedruidas! Até agora não temos pista sequer de seu paradeiro.
Me intriga ainda a forma como os fantasmas (sim, estou seguro de que eram fantasmas) se foram, mesmo que por apenas alguns segundos. Eles foram atraídos pelos mannem no andar superior, ou o grito da menina os expulsou como faria um clérigo dos deuses?
Que mistérios guarda essa pequena khilasa?
Ah, minha perna... devo procurar um curandeiro entre os mannem, voltar à Barka não é opção no momento.
Diário de Oandlig, o castelão.

quarta-feira, 13 de julho de 2016

Atos I e II

Ato I: Salão dos mortos de Barka.

_O que você achou deles, Irmão Berk?
_Na verdade, não sei o que esperar mestre Konseye. Voce está seguro de suas escolhas?
_Yammie é um bom homem. Ele é bem visto tanto pelos que são contra a presença normanda qua to pelos que aceitam sua presença. A jovem Vet Ulf eu não conheço, mas se está com Yammie, por mim tudo bem. E os seus?
_Layer é o melhor soldado que podemos dispensar, é leal e confiavel. Oandlig é um homem duro, mas é prático. Alem disso, é um dos poicos em Barka que dominam a Arte, e isso pode ser útil. A khilasa é de confiança de Angus, nosso melhor Capa Vermelha, e até onde sei ela domina a estranha magia khilasa.
_De tudo que veio com a abertura, esse povo é o que mais me intriga.
_Me questiono da estratégia de montar tal grupo.
_É um grupo competente, e o fato de terem representantes dos dois lados pode ser bom para apaziguar os ânimos no futuro, caso tudo der certo.
_E se não der?
_Bem Irmão Berk, não apostamos todas fichas neles, não é?
_Claro que não. Como estão os preparativos para o encontro?
_Os druidas responderam e devem se organizar em um par de semanas. O jarl concordou em ir?
_Ele deve enviá-la, junto com algum nobre.
_Nao confio na mulher. Um líder não deveria deixar tanto para uma mulher.
_Bom mestre Konseye, não o deixe ouvir isso.

Ato II: Um vargo no kah-tet nos arredores de Barka.

O khilasa entrou no vargo afiando o bigode cuidadosamente aparado, o que significava que estava apreensivo. A fumaça e o cheiro da velha impregnavam o lugar.
"Mãe Soraya, sua bênção", disse o khilasa, mostrando o devido respeito à matriarca do kah-tet. "Perdoe-me por trazer esse assunto à tona novamente, mas me inquieta que a tenhamos enviado. O risco é muito grande."
Tentando afastar a culpa, a velha Soraya expõe mais uma carta à mesa. Em seus pensamentos ela sabe do risco, sabe que foi cruel.
"Aproximá-la da lúmina era o único jeito de a fazer despertar mais cedo. Eu enviei Umbra para encontrá-la. As cartas me dizem que ele o fará."
"Sim mãe, mas retornarão?"
"Se assim quiser o kah."
Assim que o homem deixou seu vargo a velha começou a chorar. "A roda do kah disparou, onde ela nos levará?"





segunda-feira, 4 de abril de 2016

Grimjaw

Difícil dizer se estamos bem ou cada vez mais próximos de nossa perdição! Ainda não sabemos bem o que aconteceu ao sem pelo Garret, antes do aruk transformá-lo em geléia, e toda vez que conseguimos alguém que possa nos informar de algo o grupo entra em discussão que termina com alguém esmagado ou incapacitado de responder! Ptuu (sonoplastia oficial do cuspe no chão).
Mas enfim, por hora estamos bem. Conseguimos matar alguns da tripulação do Barba de Fogo, e pelo pouco que sabemos ele está nessa fortaleza, no barco. Segundo Ari Gandir matamos um dos principais imediatos dele, um ser estranho, Grimjaw era o nome. A criatura, sim criatura, pois não era um sem pelo comum, ele tinha garras afiadas e um couro resistente. Minhas correntes pouco mais que o arranharam, e ficou por conta das espadas de Miro e Ivarr fazer o serviço. Os sem pelo tem esse mérito, sabem fazer armas. Depois Ivarr explicou que se tratava de um licantropo, um ser amaldiçoado e impuro, capaz de se transformar em algo meio humano meio javali, por isso a prata de sua espada causava dano. Ptuu.... deveria providenciar uma lâmina de prata. O menino Miro coletou tesouros, vamos ver se com minha parte eu consigo comprar uma...

quarta-feira, 16 de março de 2016

Invasão silenciosa?

Depois do retomada da vila Aruk pelas mãos de Ulfednar Anagacokson, fomos incumbidos de nova missão! Invadir o porto clandestino e matar Ruran barba de fogo. Ah, essa parte eu gostei! Ptuuuh (cuspindo no chão)... O maldito matou Zefiros, até onde sei, e deve ter sido o responsável pela minha captura!
A viagem pelo pântano foi tediosa e perigosa, malditos cães do inferno. O jovem sem pelo foi marcado pelo maldito Garret, o que levou a um ataque no meio da noite. Afiamos nossas garras nesse cães. Agora sabemos que realmente incomodamos esse tal culto, para terem tido o trabalho de tentar nos matar...ptuuuh (outra cusparada).
Ivarr fez o reconhecimento do porto, trata-se de uma fortaleza abandonada, que agora serve de quartel aos piratas e cultistas de Ruran. Aguardaremos a noite para tentar infiltrar pela água (parece que os sem pelo tem o costume de criar canos para seus dejetos).

Há, que agradável surpresa!!! O aruk acaba de transformar a cabeça de Garret em pasta! O maldito foi nos dado como um presente de espírito da caça. Escutamos passos se direcionando à entrada da fortaleza e quando fomos averiguar, ....Garret. Ele parecia apressado, como se perseguido. Os trajes e condições dele indicam que estava sobre pressão...de quem, não poderemos saber, afinal o cérebro do maldito está espalhado pela marreta do aruk. Pensei em rastreá-lo de volta, pra ver se descobríamos algo, mas mantive pra mim mesmo. Não quero adiar meu encontro com esse tal Barba de fogo! Ptuuh (e de novo).

Havia realmente uma passagem sob a água, mas não estava desguardada! Criaturas mortas nos esperavam, malditos Gortung (palavra gnoll para TWD)! Sem pelos tendem a brincar com a morte, isso não é seguro! Mal escapamos... agora ruídos vem de cima...perdemos a surpresa...devemos agir rápido! Raaark Ptuuuhh...

Uroakk.