Mal posso acreditar no que meus
olhos veem!
A morte - ela caminha!
Quando as sombrias criaturas partem
em direção ao meu pequeno amigo
mais rápido ainda meu cavalo parte
em direção a elas
Meus receios quanto à
indestrutibilidade dos cadáveres andantes são dissipados quando, a galopadas,
decepo a cabeça de um deles
O faiscar das lâminas na escuridão.
O combate é rápido e brutal
Sou cercado por uma corja fétida,
mas as forças do bem prevalecem
e apenas meu cavalo é ligeiramente
ferido
Os colegas adiante também lutam
bravamente sob a noite enluarada
Vou de encontro ao meu companheiro
anão. Nossa união é a nossa força
Sob os nossos punhos a perversidade
é subjulgada -
um a um os corpos pútridos caem,
até não restar nenhum
Nossa trupe se reagrupa - o Gnoll
jaz inconsciente, carrega em si profundos cortes
Estamos cansados e feridos. Nossos
espíritos clamam por renovação
Malakir é o primeiro a perceber o
pavoroso odor vindo no norte
Um calafrio percorre nossas
espinhas
Aquela presença... quase podemos
tocar com nossas mãos aquela presença maligna
Sabemos que não temos como
enfrentar a besta. Não ali, não naquele momento
Voltamos o mais rápido possível
para a carroça
Um pouco depois avistamos uma
procissão cortando a estrada, em direção a Kjord
Marcham rápido noite adentro,
tochas em flamas
Somos avistados. Alguns deles
cavalgam em nossa direção
"Alto lá", anuncio-me
enquanto me adianto a eles
"Gideon, filho de
Ulfednar", digo retirando o meu elmo
Para o meu espanto tratam-se de
cavaleiros portando o brasão de minha família
"Estamos sob o comando de sua
tia, Emma. Ela vai pra Kjord"
Embora protocolar e cortês, a
conversa com minha tia é tensa, envolta de sutil mistério
"Sombrios acontecimentos
pairam sobre essas terras, digníssima tia"
"Sei sobre os acontecimentos,
sobrinho", interferiu ela
"Preocupo-me com a vossa
segurança e a de meus primos, vossos filhos"
Mesmo relatando sobre o Mago Negro,
a besta e a participação ímpia do castelão
ela se mostrou firme, irredutível
quanto sua permanência em Kjord
Marcamos uma audiência para o fim
do dia seguinte. Ela provê uma cura para o Gnoll
Estranha coragem. Estranha
estabilidade frente a evidências tão sinistras...
"Não tão firme assim",
constata auspiciosa a tocada por Vishuu
Nós dois acompanhamos a caravana,
os demais seguem para a vila dos fazendeiros
Durante as últimas frias horas da
noite a Khilasa e eu ingressamos em uma espécie de comunhão psíquica, como
explicou-me ela
"Tempos conturbados nos
aguardam", justifica
No vilarejo somos conduzidos a uma
cabana e orientados a não sairmos durante o dia
Em poucos podemos confiar nesse
momento. A intriga é iminente
Tentamos manter a vigília mas,
fruto da exaustão, caímos em profundo sono
Acordamos no fim do dia. O sol se
pondo no horizonte anuncia uma noite decisiva...
Sir Gideon Ulfednarson
Sir Gideon Ulfednarson
Muito bom! A noite decisiva se aproxima. :]
ResponderExcluirHoje o bicho pega... vou aproveitar o feriado e afiar minhas adagas... :-)
ResponderExcluir