domingo, 15 de julho de 2012

Charadas no escuro...

...o fogo precedeu símbolos de invocação!!! Anotei-os da melhor forma, e amanhã com a magia apropriada irei decifrá-los. A besta sofreu uma mutação quando saiu do círculo de fogo, como se sua presença em nosso plano fosse uma ofensa à realidade. Os símbolos devem conter a explicação! Oh deuses, ela se aproxima, há cães por todas as partes! "Mais uma morte e eu virei por você e pelos seus". A besta falou em minha mente, ela é inteligente, ameaçadoramente inteligente. Fantástico!!!

Malakir.

...tolos sem pelo. Um penhasco ou paredão não é defesa, não para o povo. Homens sem símbolos desenhados protegem o salão. Subirei pelo guarda-animais e os surpreenderei. Os animais estão agitados, devem ter captado meu cheiro, mas os sem pelo são tolos, não dão atenção aos instintos dos animais, ainda tenho a surpresa do meu lado!
Mais um sem pelo se aproxima, conterei meu ataque. Um franzino homem com mantos negros... Stenon me falou sobre algo que o velho nos contou: "Ele disse que devemos enfrentar o viajante negro no presente e encontrar um viajante vermelho para entender o.passado, charadas meu amigo Rog..." Pois bem, eu o enfrentarei! Os animais estão ainda mais ansiosos, algo não está normal, sinto os pelos da nuca se eriçarem. Magia!!! O homem de negro olhou em minha direção, me afastei, usarei a prudência que Huo me ensinou.
Malditos cavalos, sua agitação chamou a atenção dos homens, o de negro está procurando por algo, me perdoe Huo, mas é hora de agir...O telhado de turfa abriu-se perante meu poderoso machado, são 7 animais, vou liberá-los e na confusão gerada atacarei. A porta se abriu, assustei dois animais na direção, os homens caíram, vou liberar mais animais, só preciso...Aaaargh, maldição, magia negra, trapaça!!! Meu corpo não responde, algum malefício foi liberado sobre mim, covardes!! O homem de negro se aproximou: "Belo espécime, eu o quero para minha coleção". Ele conhece a língua!


Rog.


De supetão um homem entra na taverna, tudo para. "Os animais estão loucos, estão atacando a cidade!!" Corri para a janela, são cães, estão dominados eu posso ver. Cerrei a janela, flechas estão voando do andar superior, Barristan e Grimm estão cientes e agindo, pobres animais. Os cães não conseguirão entrar, estamos seguros aqui.
Barristan desceu. "Taverneiro, há alguma saída pelos fundo?" "Sim, para os estábulos, por aqui". Perguntei pelo anão, mas parece que ele subiu ao teto e continua a atirar nos cães. 
Os cavalos estão muito agitados, não conseguiremos sair com eles enquanto os cães estiverem de fora. Procurei uma janela no estábulo, Barristan chutou a porta e começou a lutar contra dois cães, Grimm escorregou pelo telhado e também ataca os animais.
O que faria com que animais normalmente dóceis atacassem de forma suicida? Porque a taverna? Pobres cães!


Nadja.


...Partimos em dois cavalos, eu e Grimm, Nadja e Stenon. Os cães tentavam nos manter na taverna, algo está acontecendo em outra parte, e que comanda esses animais com certeza entende algo sobre batalhas. Chegando à vila principal de Kjord já percebi a intensa comoção, pessoas corriam, animais assustados, milicianos em polvoroza. Carecem de guardas vermelhos por aqui! Fomos diretamente em direção a Cotarr, o castelão. "O que acontece? Podemos ajudar!" comecei. 
"Saiam daqui ou meus homens os expulsarão! Já está sob controle". E assim fomos duramente tratados por Cotarr, que para um capitão de Kjord, estava nervoso de uma forma exagerada. Se Cotarr está envolvido nisso tudo, algo não está saindo conforme o planejado.


Barristan.


Fui carregado para uma jaula escura, amarrado e ferido. O povo não trata seus inimigos assim. As cordas não cedem, mestre Huo fala em minha mente "Filhote, nem tudo será resolvido pela força, o povo foi agraciado com o instinto e a inteligencia". Sinto o cheiro do desespero ao meu lado, há mais alguém aqui preso. "Tok gush" (Noite ruim). "Nah gush tok prakah", respondeu para minha surpresa o estranho ao lado. (A noite será ainda pior)
O prisioneiro ao meu lado é louco jack, e pelo que Stenon me disse, é o acusado dos crimes em Kjord, mas sua história, segundo ele, é bem diferente. 
"Gnoll, eu estou perdido, e esta noite a besta virá me consumir, pois fui ganancioso e tolo e segui as ordens do Visionário Negro! Eu era um humilde vendedor de unguentos e ervas, e ele me falou de sua maravilhosa visão, e me prometeu fazer parte dela. Minha missão era simples: ir à vila de Kjord, apresentar-me como vendedor de plantas e descobrir cinco crimes hediondos. Aos poucos a oportunidade foi aparecendo, pois espalhei que conhecia venenos outras ervas proibidas. Kalkestin assassinou sua mulher com veneno comprado de minhas mãos, pois desconfiava que ela o traísse. Arbed espancou a filha até a morte do neto, sua esposa me procurava para ervas que a protegessem de engravidar, pois não queria sofrer o mesmo que a filha, expulsa da cidade. Leuvarden assassinou o irmão, em busca de herança, um punhal envenenado, mais uma de minhas ervas. A morte de Borus, o irmão ajudou a encobrir a verdadeira intenção do Visionário, pois Borus era um homem justo, e o homem negro só desejava a morte dos criminosos. Por fim, o bardo, um abusador de garotas, uma delas, já abusada me procurou pelo mesmo motivo da mulher de Arbed. O quinto deve ser eu, afinal, vendi ervas e unguentos que fomentaram crimes! Oh estou perdido! Pois o Visionário invocou a besta, e para que ela fique livre e desimpedida, basta que ela consuma cinco almas pecadoras. Então ela estará livre para matar, com os poderes totais. Percebes a grandiosiadade do meu crime?"
"Cotarr", respondi.
"Servo do visionário, me prendeu pois pretendia contar meus crimes e talvez expirá-los. Ele me disse, que não haveria confissões, o homem de negro não as permitiria".
Homens interromperam nossa conversa, uma pancada na cabeça....escuridão!

Rog

Malditos homens e suas leis, lordes e castelões! Expulsos de maneira ridícula pelo castelão. Encontramos o fracote do Malakir. MInha vontade é largar esse lugar e deixar que essa besta os devore a todos. Enquanto Malakir nos contava seu encontro com a besta, parece que o garoto tem alguma coragem afinal, uma estranha carroça desceu proveniente do salão. Carregava uma enorme caixa de madeira. Quando passou por nós, a khilasa pareceu sentir algo. Mulheres élficas, estranhas como um Rothe de duas cabeças! "Rog está preso, naquela caixa, ele se senti só e com raiva, precisamos ajudá-lo", disse a pequena.
Acompanhamos a carroça, que era protegida por sete homens, dois deles a cavalo, por quase três horas. Ela passou pela vila dos fazendeiros, e seguiu em direção as fazendas. "Temos de agir logo, antes que cheguem ao local que pretendem. Eles não levam mantimentos, logo deve ser algum local próximo." Barristan parece saber uma ou duas coisas sobre preparação, mas agora vou ensiná-lo sobre o elemento surpresa.
"Causem uma distração. Conversem com eles vocês a cavalo, por apenas alguns minutos e depois voltem a segui-los a distância. Esperem meu sinal." E assim, enquanto Barristan e Nadja entretiam nosso alvo, me esgueirei por trás da carroça, abri a tampa de madeira da caixa gigante e entrei. Rog estava amarrado e inconsciente. Cortei suas amarras e o acordei, fiz sinal de silêncio, a bola de pelos entendeu. Esperei que desconfiança dos guardas passasse após a estranha conversa que tiveram com Barristan e Nadja, e então me esgueirei para fora da caixa. Droga, um ruído, o cavaleiro à direita me viu... "Veja isso maldito" e arremessei minha adaga, certeira. O cavalo girou e caiu, pude ouvir suas costelas se partindo com a queda. Pulei para trás da caixa, Rog se levantou e arremessou a tampa no assustado cocheiro. Espero que os outros entendam isso como meu sinal!

Grimm



Um comentário:

  1. Sem dúvida a história está ficando melhor a cada jogo. Apesar de nesse último ter sido interrompido a cada 5 minutos deu pra fazer algumas coisas interessantes. Tá ficando muito massa o desenrolar desse capítulo. Quando chegarmos no Black Visir vai ser muito legal. Show de bola Fred!

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