Arrgh, a dor! A
gigantesca aranha expeliu uma nuvem de gás venenoso. De relance vi Nadja,
Barristan e o companheiro de Grimm caírem. Eu mesmo não sinto mais nada. Sons
de batalha, o grito de dor de Stenon, correria! Rog me puxa e coloca sobre seus
ombros, me levando para torre que havíamos avistado. Seria a fera que
enfrentamos o espírito da floresta de que falavam os homens de Ankior?
Encostado nas paredes
estranhas da construção vejo Stenon atender aos ferimentos da khilasa e percebo
seu suspiro de alívio ao terminar de analisa-la. Barristan também parece bem. O
olhar de perda de Grimm fala por seu aliado Ulic. Aí vem Stenon, já era hora,
não sinto nada, dor, frio ou calor. Como se estivesse enclausurado em meu
corpo, mesmos os sons são longínquos e distorcidos.
Porque Stenon não faz
nada? Onde estão suas curas? Onde está seu maldito deus? Poruqe não me movo?
Não, não morri, eu posso ouvi-lo!!! Volte Stenon, faça sua mágica maldito!!
Ao longe ouço a voz de
Harak, o viajante vermelho, contar sua história. Ouço-o falar o nome Niern,
será a mesma do diário que porto? Porque esses idiotas não o pegam entre meus
pertences?
Ela chegou...as
últimas palavras que ouço de Harak. Mesmo nesse estado de torpor eu percebo a
magia poderosa que se aproxima. Fujam!!! Tento gritar, mas nada meus lábios não
se movem. Ouço o voz de Barristan, trêmula pelo pavor: PERE!!! Ouço o rugido de
dor do Gnoll. Sinto a magia no ar e então vejo o rosto dela. Magro, sofrido,
desgastado por uma luta interna. Ela tem espanto no olhar ao me encarar no chão
da torre, me olha com reconhecimento. Quem é ela?
“Isso muda tudo!” ela
diz, e conjura novamente. E não estamos mais na torre khilasa perdida em
Blakmork.
Malakir.

PERE!!!
ResponderExcluirDisse o formidável guerreiro.