sexta-feira, 23 de novembro de 2012

A canção vermelha e bruxa da floresta!


Arrgh, a dor! A gigantesca aranha expeliu uma nuvem de gás venenoso. De relance vi Nadja, Barristan e o companheiro de Grimm caírem. Eu mesmo não sinto mais nada. Sons de batalha, o grito de dor de Stenon, correria! Rog me puxa e coloca sobre seus ombros, me levando para torre que havíamos avistado. Seria a fera que enfrentamos o espírito da floresta de que falavam os homens de Ankior?
Encostado nas paredes estranhas da construção vejo Stenon atender aos ferimentos da khilasa e percebo seu suspiro de alívio ao terminar de analisa-la. Barristan também parece bem. O olhar de perda de Grimm fala por seu aliado Ulic. Aí vem Stenon, já era hora, não sinto nada, dor, frio ou calor. Como se estivesse enclausurado em meu corpo, mesmos os sons são longínquos e distorcidos.
Porque Stenon não faz nada? Onde estão suas curas? Onde está seu maldito deus? Poruqe não me movo? Não, não morri, eu posso ouvi-lo!!! Volte Stenon, faça sua mágica maldito!!
Ao longe ouço a voz de Harak, o viajante vermelho, contar sua história. Ouço-o falar o nome Niern, será a mesma do diário que porto? Porque esses idiotas não o pegam entre meus pertences?
Ela chegou...as últimas palavras que ouço de Harak. Mesmo nesse estado de torpor eu percebo a magia poderosa que se aproxima. Fujam!!! Tento gritar, mas nada meus lábios não se movem. Ouço o voz de Barristan, trêmula pelo pavor: PERE!!! Ouço o rugido de dor do Gnoll. Sinto a magia no ar e então vejo o rosto dela. Magro, sofrido, desgastado por uma luta interna. Ela tem espanto no olhar ao me encarar no chão da torre, me olha com reconhecimento. Quem é ela?
“Isso muda tudo!” ela diz, e conjura novamente. E não estamos mais na torre khilasa perdida em Blakmork.
Malakir.

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