Atanamyr o velho skald nos conduziu a recém descoberta passagem nas montanhas. "Eis o que o tremor de terra nos deixou. Assim que retornarem, envio meus homens, escavadores, trabalhadores e arqueólogos."
Grimm levantou os olhos, analisou a fenda e disse: "Isto equivale ao trabalho de 100 anões por 100 anos, não imaginava que o tremor tivesse sido tão forte".
Ainda estou me acostumando aos meus novos companheiros. Sir Gideon é um nobre, já nos conhecíamos, afinal sirvo seu pai indiretamente, Grimm é um sobrevivente, ainda me lembro quando o vi na briga da taverna, astuto e valente. Com esses dois me sinto bem. Os demais são estranhos. Stenon, o sacerdote, rígido com seu deus Heimdall, o gnoll, uma fera indecifrável, o outro sujeito, mais indecifrável ainda. Franzino, quieto, sempre atrás.
Caminhamos por várias horas em uma espécie de trilha nas montanhas. O caminho era fácil, apesar de íngreme em alguns pontos. Um crédito que tenho de dar ao gnoll, ele sabe ler o ambiente. Horas antes de encontrarmos as primeiras stirges, ele já apontava algo estranho no ambiente: roedores mortos, silêncio em demasia. A primeira revoada que vimos tinha 13 dessas criaturas. São frágeis e lentas, mas uma vez que descobrem uma falha de defesa, injetam seus ferrões e só nos soltam depois de mortas. Fico a imaginar o uso de umas 50 em um ataque, isso sim seria um bom uso destes seres.
No fim do dia chegamos a uma ruína. Os desmoronamentos fizeram seu pior aqui, destruíram toda a entrada, ficando pouco mais que uma caverna. Uma espécie de cera cobria toda a superfície, e Malakir concluiu que era algo secretado pelas stirges. Ele é uma espécie de curandeiro, a mais estranha que eu já vi.
A caverna se mostrou mais que isso, tratava-se de uma antiga torre de observação e as stirges tinham feito dela sua morada. Lutamos contra mais 11 dessas criaturas e sua rainha, um exemplar bem maior e mais perigoso. Vejo que precisarei de ensinar algo aos meus companheiros. O anão foi o primeiro a cair, cometeu o erro tático de se aproximar demais do covil. O gnoll foi afoito e imprudente. Stenon, o sacerdote lutou com sabedoria, mas lhe falta a habilidade de guerreiro. Por fim, sobrei eu só, em pé ante meus amigos, todos fora de batalha, feridos! A torre estava com os andares de baixo impedidos pelo desmoronamento, a única saída era uma janela, mas me falta a habilidade de escalador. Ao menos encontrei uma antiga espada, infelizmente uma larga. Essa será uma grande e tediosa noite de vigília.
Barristan.
"[...] o outro sujeito, mais indecifrável ainda. Franzino, quieto, sempre atrás." - Realmente. O Antônio ficou bem pra trás nessa aventura. hehehehe
ResponderExcluirAté que o mirmidão, aspirante ao exército vermelho e cheirando ao cueiro se saiu bem nessa. Gostei!;-)
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