quarta-feira, 3 de agosto de 2016

Atos III e IV

Ato III: Salão dos mortos de Barka.

O salão vazio ecoa os passos apressados de Irmão Berk. Ele bate na porta do seu suserano, o Jarl Ordi Bjorkman.
_ Entre Berk.
_ Meu jarl, trago notícias do acordo. Deseja saber agora? Disse Berk, olhando de soslaio para a bela mulher do Jarl, Ulrika, que estava sentada em uma cadeira penteando os longos cabelos cor de ouro.
_ Diga logo Berk, minha dama precisa saber dos arranjos, pois ela irá me representar.
_ Sim, meu jarl. Os druidas de Dimmor concordaram com o encontro. Eles pediram uma semana de prazo para agruparem os seus líderes, mas...
_ Diga logo homem!
_ Os arquedruidas de Liten e Isamooth não foram encontrados. Os mais velhos irão atender ao encontro, mas eles decidiram qualquer coisa em conselho, dada a falta de liderança formal.
_ Você acredita que seja uma retaliação pelo fato de eu não comparecer?
_ Segundo Mestre Konseye, não. Ele teme pelo pior, que algo tenha afastado os arquedruidas de sua, herr... função.
_ O grupo que vocês enviaram deu alguma notícia? Sinto falta de meu castelão, os demais parecem estúpidos e lerdos sem a presença de Oandlig.
_ Ainda não meu jarl. Eles devem estar em Heldren ou pouco a frente em direção a Vaast.
_ Então está resolvido! Enviarei Ulrika acompanhada de dois de meus generais. Eles irão apresentar minha proposta e ouvir a resposta do conselho dos anciões druidas.
_ Sim, meu jarl. Farei os preparativos para a viagem dentro de 1 semana. Com sua licença...Senhora...
A passos apressados Berk deixa os aposentos do jarl. Em sua cabeça ele começa a concordar com Konseye: Essa mulher é problema!

Ato IV: Heldren, pouco antes do amanhecer.

“Minha perna ainda lateja devido ao corte sofrido, e mesmo que não o tivesse, seria uma noite de difícil sono. Meus companheiros tem resto de noite agitados, acredito que poucos conseguiram efetivamente dormir.
Quanto a mim, preciso registrar tudo o mais precisamente possível. Nunca em meus anos de estudo em Kjar, ou mesmo depois de minha vinda a Barka, imaginei que pudesse aprender tanto em tão pouco tempo longe dos livros e escritos de meus aposentos. Uma coisa é ter livros descrevendo os mortos vivos, outra é ter sua perna dilacerada por um deles, que acredito ser um fantasma, agora que meus nervos me deixam pensar mais claramente.
É impressionante o entendimento tácito que os khilasa demonstram das fendas ou lúminas, como eles as chamam. Com um pouco da conversa de Yammie, a khilasa Alcyone já conseguiu ligar os pontos. Nenhum livro ou tomo fala exatamente o que ou como os arquedruidas protegem a ilha. Claro que existe relação em seu trabalho e a temperatura da ilha e o aparecimento dos mortos vivos, mas que eles podem estará guardando fendas Bifrost, e que a simples ausência deles poderia fazer com que elas se reabrissem? Como no sonho da pequena Cosmina, onde três portas apareciam e uma delas estava aberta. Torna-se imperativo agora identificar o local desta ruptura (e aqui acredito que a pequena menina possa ser a chave, pois ela parece ouvir um ruído quando os mortos vivos aparecem, e talvez o ouça também próximo à fenda), e fechá-lo. A pergunta é como fazê-lo sem os arquedruidas! Até agora não temos pista sequer de seu paradeiro.
Me intriga ainda a forma como os fantasmas (sim, estou seguro de que eram fantasmas) se foram, mesmo que por apenas alguns segundos. Eles foram atraídos pelos mannem no andar superior, ou o grito da menina os expulsou como faria um clérigo dos deuses?
Que mistérios guarda essa pequena khilasa?
Ah, minha perna... devo procurar um curandeiro entre os mannem, voltar à Barka não é opção no momento.
Diário de Oandlig, o castelão.

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