domingo, 9 de setembro de 2012

Na trilha do homem de preto.


Após matarmos a maldita Besta, continuamos a nos dirigir para o nosso incerto destino a procura do tal Visionário Negro.
Por fim chegamos onde tínhamos encontrados os mortos vivos pelo primeira vez... no local onde trouxemos Rog naquela estranha caixa de madeira...
A trilha nos fazia ir às taigas ao norte.
Definitivamente não é um bom lugar para um anão. Com tantos gravetos, folhas secas e pedras é impossível andar sorrateiramente. Mas para quem anda com um ingênuo gnoll de 200 quilos, que rosna e abana o rabo até em um simples barril de peixes, andar sorrateiramente é praticamente impossível!
Adentrando nessa taiga cada vez mais, ouvimos um estranha música.... pedi aos meus companheiros para que se detivessem e fui sorrateiramente na frente.
Entre sombras e árvores me dirigi ao norte e encontrei uma clareira com uma estranha figura tocando uma flauta. Permaneci um tempo a observar. A criatura possuía mãos e face estranhamente azuladas... como se o sangue não corresse. Quando o mesmo parou de tocar, mais um estranho acontecimento... aparentemente a criatura não respirava.
Voltei a me encontrar com meus companheiros e relatei o fato...
Stenon achou "prudente" chegar pela frente e indagar a criatura sobre suas "intenções"... Ah! Nada como a inocência clerical!
Aproximando-se Sir Gideon usou seus dotes e ao pude ver que ele sacou a espada imediatamente... Com isso me dirigi a esquerda procurando cercar a criatura.
Antes que pudesse me posicionar melhor para um ataque furtivo, uma machadinha foi arremessada. Era o sinal que o ataque iniciara. Imediatamente arremessei duas adagas. Minha alcunha é "Tiro certo"! Foram certeiras e o corpo tombou no chão...
Mas, por algum tipo de estranha feitiçaria a criatura continuava a dizer coisas...
A mesma se dirigiu para mim:
"Grimm, eu o conheço. Conheci um anão como você... Sei seus segredos..."
Só essa que me faltava! Agora os mortos me diziam coisas e me conheciam!
Mesmo sob os estranhos acontecimentos, e por insistência de meus destemidos companheiros (acredito que há uma grande diferença em ser destemido e ser enxerido... mas tudo bem...), prosseguimos até a chegar em uma estranha caverna.
Havia restos de ovelhas em sua entrada. Um horrível odor putrefado!
Adentrando na estrutura, havia um corredor que desembocava em uma porta com 2 estranhas estátuas. Estas estátuas, depois de indagações e discussões intelectuais de Stenon e Malakir, chegaram a conclusão que eram estátuas honrando deuses em busca de proteção.
A porta estava trancada. Era hora de sermos o mais sorrateiro possível. E comecei a utilizar meus talentos para destrancar o mecanismo sem o danificar.
Este é um processo cuidado e delicado... e requer tempo. Tempo demais para um jovem e imaturo gnoll.
Enquanto trabalhava nisso, meus apressados companheiros resolveram examinar o corredor a esquerda, e... KABUM... Rog caiu em um fosse com estacas. Por sorte as estacas estavam velhos e o maior dano foi a queda.
Há algo admirável nesse gnoll além da sua força e sua imprudência... sua habilidade de escalada! Nunca vi algo parecido! Ele saiu de um fosso de quase 7 metros com uma agilidade incrível!
Continuei concentrado no mecanismo da fechadura... e meus companheiros continuaram a sua exploração.
Eles encontraram alguns mortos vivos numa sala no fim do corredor a esquerda. A batalha foi muito breve e preferi continuar concentrado no mecanismo da porta.
Enfim a porta se abriu... Ao abrí-la, havia outros 3 mortos vivos no outro lado da porta! Droga! Estou convivendo muito com esse gnoll e aprendendo a ser imprudente como ele...
O primeiro avançou sobre mim, saquei minhas adagas e acertei-o bem no peito! Bem, isso comprova que o coração não é mais um ponto fraco destes seres, pois o mesmo continuou de pé apesar do dano sofrido. Tentei me reposicionar melhor para o combate e gritei aos meus companheiros: "Mais mortos vivos!"
Os 3 monstros avançaram sobre mim e me atacavam incessantemente. Nisso o gnoll avançou sobre o primeiro monstro como um louco desvairado e arrancou a cabeça do mesmo! Isso me deu tempo para revidar e acertar os outros dois bem na cabeça. Bem, ao que parece o ponto fraco deles é a cabeça...
Nos reagrupamos, continuamos a explorar a sala que abri, e encontramos mais uma estátua. Desta vez uma estátua da deusa Frigga, pela qual Stenon comentou sobre a devoção dos antigos.
Continuando a exploração encontramos uma porta dupla e um corredor que prosseguia. Porém algum de meus companheiros comentou algo sobre uma porta na sala que tinha descoberto anteriormente. Como se esquecem de uma coisa assim? Voltamos imediatamente...
A porta estava emperrada e o gnoll tentou arrancá-la a força. Porém algumas coisas não é questão de força, e sim questão de jeito. Utilizando meus talentos diminui a pressão sobre as dobradiças da porta, e o gnoll a arrancou facilmente.
Lá se encontrava um pequeno baú! Até que enfim algo interessante. Procurei algum dispositivo secreto e não encontrei nada. Ao abri-lo porém uma surpresa! Um pequeno dardo atingiu meus dedos! Porém nada que a vitalidade anã não dê conta. Apenas um arranhão! Lá dentro havia alguns tesouros e vários papéis em ruínas...
Pelo menos alguma recompensa por eliminar alguns mortos vivos! Agora sim está empreitada está começando a valer a pena...

Um comentário:

  1. Grimm, esse anão arrogante e ladino é tão vital pra nossa empreitada quanto uma chave mestra num casa-forte! Ótimo texto, Túlio.

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