Após matarmos a maldita Besta, continuamos a nos dirigir para o nosso incerto
destino a procura do tal Visionário Negro.
Por fim
chegamos onde tínhamos encontrados os mortos vivos pelo primeira vez... no local
onde trouxemos Rog naquela estranha caixa de madeira...
A trilha nos
fazia ir às taigas ao norte.
Definitivamente não é um bom lugar para um anão. Com tantos gravetos, folhas
secas e pedras é impossível andar sorrateiramente. Mas para quem anda com um
ingênuo gnoll de 200 quilos, que rosna e abana o rabo até em um simples barril
de peixes, andar sorrateiramente é praticamente
impossível!
Adentrando
nessa taiga cada vez mais, ouvimos um estranha música.... pedi aos meus
companheiros para que se detivessem e fui sorrateiramente na
frente.
Entre sombras
e árvores me dirigi ao norte e encontrei uma clareira com uma estranha figura
tocando uma flauta. Permaneci um tempo a observar. A criatura possuía mãos e
face estranhamente azuladas... como se o sangue não corresse. Quando o mesmo
parou de tocar, mais um estranho acontecimento... aparentemente a criatura não
respirava.
Voltei a me
encontrar com meus companheiros e relatei o fato...
Stenon achou
"prudente" chegar pela frente e indagar a criatura sobre suas "intenções"...
Ah! Nada como a inocência clerical!
Aproximando-se Sir Gideon usou seus dotes e ao pude ver que ele sacou a espada
imediatamente... Com isso me dirigi a esquerda procurando cercar a
criatura.
Antes que
pudesse me posicionar melhor para um ataque furtivo, uma machadinha foi
arremessada. Era o sinal que o ataque iniciara. Imediatamente arremessei duas
adagas. Minha alcunha é "Tiro certo"! Foram certeiras e o corpo tombou no
chão...
Mas, por
algum tipo de estranha feitiçaria a criatura continuava a dizer
coisas...
A mesma se
dirigiu para mim:
"Grimm, eu o
conheço. Conheci um anão como você... Sei seus
segredos..."
Só essa que
me faltava! Agora os mortos me diziam coisas e me
conheciam!
Mesmo sob os
estranhos acontecimentos, e por insistência de meus destemidos companheiros
(acredito que há uma grande diferença em ser destemido e ser enxerido... mas
tudo bem...), prosseguimos até a chegar em uma estranha
caverna.
Havia restos
de ovelhas em sua entrada. Um horrível odor putrefado!
Adentrando na
estrutura, havia um corredor que desembocava em uma porta com 2 estranhas
estátuas. Estas estátuas, depois de indagações e discussões intelectuais de
Stenon e Malakir, chegaram a conclusão que eram estátuas honrando deuses em
busca de proteção.
A porta
estava trancada. Era hora de sermos o mais sorrateiro possível. E comecei a
utilizar meus talentos para destrancar o mecanismo sem o
danificar.
Este é um
processo cuidado e delicado... e requer tempo. Tempo demais para um jovem e
imaturo gnoll.
Enquanto
trabalhava nisso, meus apressados companheiros resolveram examinar o corredor a
esquerda, e... KABUM... Rog caiu em um fosse com estacas. Por sorte as estacas
estavam velhos e o maior dano foi a queda.
Há algo
admirável nesse gnoll além da sua força e sua imprudência... sua habilidade de
escalada! Nunca vi algo parecido! Ele saiu de um fosso de quase 7 metros com uma
agilidade incrível!
Continuei
concentrado no mecanismo da fechadura... e meus companheiros continuaram a sua
exploração.
Eles
encontraram alguns mortos vivos numa sala no fim do corredor a esquerda. A
batalha foi muito breve e preferi continuar concentrado no mecanismo da
porta.
Enfim a porta
se abriu... Ao abrí-la, havia outros 3 mortos vivos no outro lado da porta!
Droga! Estou convivendo muito com esse gnoll e aprendendo a ser imprudente como
ele...
O primeiro
avançou sobre mim, saquei minhas adagas e acertei-o bem no peito! Bem, isso
comprova que o coração não é mais um ponto fraco destes seres, pois o mesmo
continuou de pé apesar do dano sofrido. Tentei me reposicionar melhor para o
combate e gritei aos meus companheiros: "Mais mortos
vivos!"
Os 3 monstros
avançaram sobre mim e me atacavam incessantemente. Nisso o gnoll avançou sobre o
primeiro monstro como um louco desvairado e arrancou a cabeça do mesmo! Isso me
deu tempo para revidar e acertar os outros dois bem na cabeça. Bem, ao que
parece o ponto fraco deles é a cabeça...
Nos
reagrupamos, continuamos a explorar a sala que abri, e encontramos mais uma
estátua. Desta vez uma estátua da deusa Frigga, pela qual Stenon comentou sobre a devoção dos antigos.
Continuando a
exploração encontramos uma porta dupla e um corredor que prosseguia. Porém algum
de meus companheiros comentou algo sobre uma porta na sala que tinha descoberto
anteriormente. Como se esquecem de uma coisa assim? Voltamos
imediatamente...
A porta
estava emperrada e o gnoll tentou arrancá-la a força. Porém algumas coisas não é
questão de força, e sim questão de jeito. Utilizando meus talentos diminui a
pressão sobre as dobradiças da porta, e o gnoll a arrancou
facilmente.
Lá se
encontrava um pequeno baú! Até que enfim algo interessante. Procurei algum
dispositivo secreto e não encontrei nada. Ao abri-lo porém uma surpresa! Um
pequeno dardo atingiu meus dedos! Porém nada que a vitalidade anã não dê conta.
Apenas um arranhão! Lá dentro havia alguns tesouros e vários papéis em
ruínas...
Pelo menos
alguma recompensa por eliminar alguns mortos vivos! Agora sim está empreitada
está começando a valer a pena...

Grimm, esse anão arrogante e ladino é tão vital pra nossa empreitada quanto uma chave mestra num casa-forte! Ótimo texto, Túlio.
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